Já havia comentado por aqui que, diferente dos modernos, não tenho grandes esperanças no progresso positivo da história. O recente rapto do presidente da Venezuela ordenado pelo mandatário dos USA reforça essa minha descrença.
O absurdo da violência imperialista é comparável ao ridículo dos Mileis, mundo afora, defendendo a prepotência truculenta dos USA: inclua-se nessa lista o esbofeteado (pela própria esposa) micro presidente francês. Me sinto irrisório, pequeno, anulado…
Apenas o infeliz do porta-aviões dos USA (eles têm outros navegando mundo afora) ancorado de frente para Caracas tem mais poder bélico do que a aeronáutica chavista e brasileira juntas.
Aumenta ainda mais meu impotente incômodo ter plena consciência de que sete virgens não me esperariam no céu dos homens-bombas: eu, que não curto nem soltar fogos no São João…
Obviamente, que devemos somar aos ridículos que apoiam o rapto de Maduro os imbecis que acham que condenar o rapto do venezuelano pelo mandatário dos USA é defender o regime e o modus operandis que foi praticado pelo candidato Maduro nas últimas eleições no país de Hugo Chaves.
Esses ridículos e imbecis são as duas caras da mesma moeda: aquelas trinta na versão da trairagem latino-americana. Também me veria picaresco, inundando redes sociais com inócuos posts ou textões indignados sem tentar fazer algo de realmente concreto contra a ingerência dos USA.
Daí, vou iniciar um boicote aos produtos Made in USA, começando pelo Facebook e Instagram. Vou baixar o TikTok, que é chinês.
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Foto da Capa: Montagem

