Querendo confirmar a fama – para alguns – de mês do desgosto, agosto foi embora pensando que levava junto o Luis Fernando Verissimo. Não levou. O grande cronista vai ficar entre nós para sempre, eternizado no legado de tantos personagens do nosso cotidiano.
E alguns desses personagens, como as Cobras, por exemplo, vão até desmentir algumas crenças dele. Se quisermos ter o Luis Fernando por perto, agora que ele está noutra, é só perguntar pras Cobras: há vida depois da morte? Elas responderão que sim. Contrariando o criador, elas dirão que o LFV não precisa nem de pistolão. E usarão a própria existência como prova do que afirmam.
Luis Fernando viverá para sempre nas Velhinhas de Taubaté de todo esse Brasil. O cronista vive nas velhinhas ingênuas que insistem em acreditar nos governantes e nas que ironizam os poderosos, sublinhando o “acredito” com um olhar de lado e um balançar de cabeça, como a dizer “pensa que sou boba, esse aí…”
Nosso cronista maior viverá para sempre no Analista de Bagé que, por coincidência, dizem, foi flagrado embarcando para os Estados Unidos, onde vai aplicar a terapia do joelhaço no Eduardo Bolsonaro e no Paulo Figueiredo para ver se cura os dois da mania de grandeza.
Vou acompanhar os dois durante o julgamento do golpista Jair pra garantir que eles não façam nenhuma bobagem quando sair a sentença. Já de largada, dou um joelhaço em cada um pra ouvirem o Xandão bem calminhos, disse o Analista ainda no aeroporto. E completou:
“E, quando sair a sentença, dou-lhes mais um joelhaço e volto pro Brasil, que vai ter fila de gente na porta do meu consultório querendo se curar desse tal bolsonarismo…
Viva Luis Fernando Verissimo!
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Foto da Capa: Edgar Vasquez / Reprodução

