No próximo dia 15, é comemorado o Dia dos Professores, estes profissionais que são extremamente necessários, mas que ainda enfrentam muitos desafios em nossa sociedade.
Sempre que converso com alguma pessoa sobre o ensino, é comum ouvir falar de professores que a inspiraram ou que mudaram a sua forma de pensar, com lembranças em sala de aula que a marcaram de alguma forma. Gosto bastante de trocar ideias sobre isso porque, ao longo da minha vida escolar, fui guiada por ótimos professores que se tornaram meus amigos.
Como uma forma de homenagear os profissionais que me inspiraram durante a minha trajetória estudantil, entrevistei nove professores, de diferentes disciplinas e instituições, para saber mais sobre como foram as suas escolhas pela carreira docente e suas vivências.
Abaixo, seguem as entrevistas em ordem alfabética.
1) Andrea Lemos, professora de Geografia.
Local de trabalho: Colégio Marista Assunção.
Tempo de profissão: 13 anos.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Eu tive grandes inspirações ao longo da minha trajetória escolar, mas foi na graduação que tive professores que me motivaram essa escolha docente de fato. Os professores Endnei, Nina Simone e Francisco Aquino sempre ensinaram com muita sensibilidade e empolgação pelo que ensinavam.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluna para os dias de hoje?
Muita, acho que o mundo mudou e, com ele, onde concentramos nossa atenção. Como dizia Milton Santos, a velocidade dos tempos mudou. Hoje a sala de aula abre mão de discussões inspiradoras e duradouras porque é difícil manter a atenção por muito tempo. Uma lástima…
• O que mais a inspira a seguir a profissão?
O olhar de descoberta do estudante, isso não tem preço.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
Foi muito recente, na verdade. Nós, docentes de ensino médio, às vezes achamos que os estudantes não estão “muito aí” para nós. Minha mãe faleceu mês passado. Quando retornei à escola, eu recebi tanto amor e acolhimento de todas as turmas. Foi lindo. Mas uma turma em especial me fez uma surpresa: escreveram bem grande boas-vindas, que estavam felizes com meu retorno e me deram um abraço coletivo ao som do ponto de Oxum, pois sabiam que minha mãe era de região de matriz africana. Foi lindo demais. A escola é isso… relações, amor, desafios e surpresas.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
Ver os nossos estudantes seguindo suas vidas pós-escola, receber aquelas mensagens tempos depois dizendo que lembrou da gente. Ver ele se formando, formando famílias, viajando, sendo feliz, e saber que em algum momento, mesmo que breve, a gente fez parte disso.
Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Lembro, foi catastrófica, hehehe, foi em um sétimo ano do fundamental, era estágio. A turma não me ouviu um minuto. Lembro que tinha uma menina de cabelo comprido preto que passou a aula toda de costas, penteando o cabelo hahahahha. Lembro de falar para minha professora de estágio, profe Rosa, que eu não tinha me formado para isso, até chorar eu chorei hahahaha.
• Qual conselho que você daria para quem sonha em ser professor?
Não é uma carreira fácil; é a profissão mais enlouquecedora e maravilhosa que existe. Essa dualidade nos mantém vivos; as relações com os estudantes são uma construção. Tu nunca sabe o dia que tu vai sentir que deu a melhor aula da vida, mas, quando sentir tenho certeza de que não tem sensação melhor no mundo. É uma sensação de “a docência vale a pena”, de amor, de vitória.
PS: tive um aluno na UFRGS, já mais velho, com muito tempo de sala de aula, que me dizia que a “docência é uma cachaça”, vicia. Hehehehe, querido.
2) Fernanda Mellvee, professora de Língua Portuguesa e Literatura.
Local de trabalho: Rede Estadual de Ensino.
Tempo de profissão: 9 anos.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Sim, muitos. Não vou citar um para não ser injusta com todos aqueles que me inspiraram a não me limitar à educação básica e, sim, correr atrás do sonho de ingressar em uma universidade.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluna para os dias de hoje?
Sim, muita diferença, principalmente por já ter atuado como professora em praticamente todas as escolas em que fui aluna. Nestes anos que tenho trabalhado em escolas da rede pública estadual, percebi um crescente desinteresse por parte dos alunos. São poucos os estudantes que estão na escola com o objetivo de aprender ou que demonstram qualquer intenção voltada para a construção de um futuro como profissional ou cidadão. O mesmo desinteresse tenho percebido nas famílias destes alunos. Nas reuniões escolares, dá para contar nos dedos os pais que comparecem à escola, que, diga-se de passagem, são sempre os mesmos e cujos filhos nem são aqueles que mais necessitam da conversa entre pais e professores. Em síntese, sinto que a escola já foi mais levada a sério.
• O que mais a inspira a seguir a profissão?
Eu sempre fui aluna da rede pública do Rio Grande do Sul e a minha formação no ensino superior também se deu via universidade pública. E, tendo nascido e sido criada na periferia de Porto Alegre, sinto que o conhecimento fez uma grande diferença na minha vida. Agora, como professora na rede pública, sei que posso orientar muitos jovens a não se deixarem levar pelas dificuldades – que ainda são muitas – que irão surgir durante a sua trajetória estudantil. O que me motiva a continuar ensinando é saber que posso ser, não só professora, mas também um exemplo de como o ensino pode transformar vidas.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
Considero vários momentos marcantes, mas guardo com muito carinho a retomada das aulas pós-pandemia, quando assumi algumas turmas muito receptivas, principalmente duas turmas que eram bastante motivadas a recuperarem o tempo perdido durante o distanciamento social imposto pela pandemia. Para mim, aquelas turmas – um sétimo ano da escola estadual Souza Lobo e um nono ano da Escola Estadual Lions Club, ambas na Zona Norte de Porto Alegre – foram um exemplo de superação. É claro que os alunos que passaram por grandes catástrofes, como a pandemia de Covid-19 e enchente de 2024, foram prejudicados de alguma forma. Muitos tiveram perdas, muitos precisaram se ausentar da escola por longos períodos, mas estudantes como estes que citei provam que, com interesse e uma boa dose de entusiasmo, é possível recuperar o tempo perdido e dar continuidade a uma bela trajetória.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
É saber que pelo menos um estudante prestou atenção na explicação, fez perguntas, conseguiu compreender o conteúdo da aula. Quando percebo que ao menos um estudante faz questão de estar na escola para aprender, sinto que a minha missão naquela sala de aula está cumprida.
3) Fernando Miragem, professor de Matemática.
Local de trabalho: em Porto Alegre, no Unificado; em Criciúma, no Leme; em Florianópolis, no Método Medicina e Colégio Geração.
Tempo de profissão: 33 anos de sala de aula.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Tive o incentivo de minha madrinha, Erminda Miragem, e, claro, dos mestres Alceu Mello e Enio Kaufmann. Na faculdade, tive aulas especiais e inspiradoras com o professor Baratojo, João Beal Vargas, dentre outros.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
Bebi na fonte magnífica do saber e da dedicação que me inspirou a evoluir continuamente.
• O que mais o inspira a seguir a profissão?
Fazer a diferença na vida dos meus alunos.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
O instante em que assumi uma frente em todas as turmas do Unificado, na época eram mais de 20 turmas.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
Os sorrisos, o carinho e o olhar de compreensão dos meus alunos.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Em 1993, dei uma aula especial de revisão com 100 alunos!
• Qual conselho que você daria para quem sonha em ser professor?
Ser professor é mergulhar num universo de incertezas e dificuldades hoje em dia, porém nada que a determinação e abnegação não possam suplantar. É uma vocação e uma entrega. Vale a pena!
4) Leandro Dias, professor de Química.
Local de trabalho: Fênix, Riachuelo, Unificado, Team Six.
Tempo de profissão: 15 anos.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Na verdade, não tive apenas um, mas alguns exemplos que me inspiraram e me influenciaram. Citaria um professor de geografia na época de vestibulando e outro de química, já na época da faculdade.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
Sim… nitidamente eu percebo uma diferença na postura dos estudantes (um pouco menos comprometidos) e na forma como as escolas lidam com as demandas atuais (me parece uma postura mais permissiva).
• O que mais o inspira a seguir a profissão?
A própria educação em si… a sua concepção enquanto processo e todo o seu “ecossistema”. Estar em constante aprendizado e, principalmente, em contato com os estudantes é algo que eu acho muito prazeroso e que me realiza muito.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
Não diria um momento, mas sim um período. Os anos em que eu trabalhei em um determinado colégio — de 2019 a 2022 — foram muito gratificantes no que se refere aos trabalhos desenvolvidos e às relações pessoais com os alunos e colegas.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
As relações pessoais com os estudantes… acredito que isso seja um grande diferencial na nossa profissão.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Lembro-me perfeitamente… era para uma turma de pré-vestibular, com muitos alunos. Eu havia preparado uma aula em que eu usaria alguns slides, mas, quando fui usar, o computador não ligou. Fiquei muito nervoso e apreensivo… e precisei, já na minha primeira aula, adaptar o que eu precisava trabalhar com eles.
• Qual conselho que você daria para quem sonha em ser professor?
Pergunta difícil… rsrs. Seja sempre honesto com a sua prática docente e tente sempre ser claro e solícito. Todo o processo de aprendizagem se torna mais efetivo a partir do estabelecimento de vínculos afetivos e de confiança. E, não menos importante, foque nos aspectos e exemplos positivos…
5) Lino Alan Ribeiro da Luz Dal Prá, professor de História.
Local de trabalho: Pré-Vestibular Unificado (Ramiro) e Colégio Marista Ipanema.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Na verdade, não. Entrei na faculdade de História porque sempre gostei da matéria, mas não tinha parado pra pensar que, alguns anos depois, eu estaria em uma sala de aula.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
Acho que a principal ruptura foi a pandemia. Houve uma certa perda no entendimento de conteúdos prévios e também nas questões comportamentais. Mas, de modo geral, muita coisa ainda continua igual à minha época de estudante.
• O que mais o inspira a seguir a profissão?
Eu continuo muito interessado nos temas ligados às Humanidades. Além disso, a sala de aula é um espaço dinâmico — cada dia é diferente e isso afasta qualquer monotonia. Por fim, gosto muito da relação entre professor e aluno e de tudo o que conseguimos construir juntos.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
Particularmente, eu sempre fui contra essa ideia de viver pelos momentos marcantes. Acho que, se a vida se resume aos “finais de semana”, ela vai perdendo o sentido aos poucos. Enfim, acredito que a verdadeira magia está no cotidiano — na turma engajada, no contato individualizado, na descontração da sala dos professores. Imagino que essa seja a verdadeira marca da profissão, de encontrar cores vivas nos tons de cinza.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
Com certeza, o carinho dos bons estudantes. O vínculo entre professor e turma é muito subestimado. Em muitos momentos, você acaba sendo pai, mãe, irmão — e nem se dá conta. Anos depois, quando encontra ex-alunos, mesmo que o professor não lembre, o estudante dificilmente esquece — e isso faz toda a diferença.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Lembro, sim. Foi em fevereiro de 2014, com uma turma de oitava série. Eu estava extremamente nervoso e sem muita clareza do que estava fazendo. Surpreendentemente, as coisas fluíram bem — muito por causa dos alunos, que pegaram leve comigo (risos). Saí da escola em clima de lua de mel. Nas primeiras duas semanas, eu ainda me perguntava por que os professores reclamavam tanto… Depois de um tempo, fui percebendo certas ingenuidades.
• Qual conselho você daria para quem sonha em ser professor?
Primeiro, é importante pensar se é realmente isso que você quer. É uma profissão cheia de desafios, que exige muita estabilidade emocional e vontade de estudar. Para ter qualidade de vida, é preciso lutar para conquistar o seu espaço. Não que isso não aconteça em outras carreiras, mas, na de professor, alguns caminhos costumam ser mais árduos.
6) Luis Koteck
Local de trabalho atual: Unificado.
Tempo de profissão: 40 anos.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Sim, fui muito influenciado pelo Professor Lopes, do Antigo Unificado. Maravilhoso.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
Sim, percebi muitas diferenças. Alunos de hoje muito desfocados. Baixo interesse na História. Geração da pós-modernidade, desconectados com o passado.
• O que mais o inspira a seguir a profissão?
Ainda tenho ganas de ensinar, de conscientizar (o papel mais importante da História).
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
Gratificante é quando os alunos se interessam pelo tema proposto. Quando se envolvem, quando refletem nas relações passado-presente.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Minha primeira aula foi bem difícil. Estava nervoso e falei baixinho. Muitos alunos se retiraram da aula. Fiquei muito frustrado. Na outra aula, reagi.
• Qual conselho você daria para quem sonha em ser professor?
O meu conselho é que persistam. Que não desistam. As condições estão muito abaixo do esperado, mas têm recompensas. O professor continua e continuará essencial.
7) Paulo Vargas Meira Jr., professor de Biologia.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Prof. Grevásio e Prof. Vitor Hugo Travi, ambos de zoologia.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
Sim, a maioria era mais respeitosa, prestava mais atenção.
• O que mais o inspira a seguir a profissão?
Educar. Essa palavra já diz tudo.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
Graças a Deus, tive vários; é difícil escolher um.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
Ver as pessoas superarem barreiras e assimilar conhecimentos.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Um misto de muita empolgação com um pouco de medo.
• Qual conselho que você daria para quem sonha em ser professor?
Seja fiel aos seus princípios, não tente ser o que não é.
8) Roger Rouffiax, professor de Literatura.
Trabalho: Mottola, Unificado, Anglo, Leo Alfa.
Tempo de profissão: 39 anos.
• Você teve algum professor que motivou a sua escolha pela carreira docente?
Vários professores me causaram admiração. Difícil escolher.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
As diferenças entre minha época de estudante são inúmeras, especialmente no tocante à tecnologia.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
Gosto de dar aula. Tem um dito chinês: escolha a profissão certa e não terá um dia de trabalho na vida…
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
No início da profissão. Fui muito bem recebido pelos alunos, o que me estimulou mais.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
O retorno dos alunos.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Na minha primeira aula, fui confundido com aluno, mas transcorreu de forma muito mais tranquila do que eu esperava. Terminei a aula com um gostinho de quero mais.
• Qual conselho que você daria para quem sonha em ser professor?
Meu conselho é sempre dar o melhor possível, embora saibamos que é difícil ser professor num país que não valoriza a educação. Outro detalhe: definir bem claramente em qual nicho pretende trabalhar, ou seja, escolher o caminho e colocar ali a dedicação total.
9) Vera Lúcia Mallet, professora de Química.
Local de trabalho: Colégio e Pré-vestibular Unificado e Colégio Ineditec.
Tempo de profissão: 39 anos.
• Você teve algum professor que inspirou a sua escolha pela carreira docente?
Sim. Tive uma professora de matemática do ensino médio que me incentivou a ser professora. Fui monitora dela durante o ensino médio e ela queria que eu fosse professora de matemática, não gostou da minha escolha pela química.
• Você percebe alguma diferença da época em que era aluno para os dias de hoje?
Há muita diferença do tempo em que eu era aluna para os dias de hoje. Quando eu estudava, não tínhamos internet, estudávamos em biblioteca. Um mesmo assunto se estudava em livros de autores diferentes. Tínhamos que ir atrás do conhecimento, não tínhamos nada pronto. Hoje temos muita informação, IA, e isto mudou muito a forma de estudar.
• O que mais a inspira a seguir a profissão?
O que me inspira para continuar na carreira é transmitir os meus conhecimentos e aprender com os meus alunos. A troca é um incentivo para mim. Adoro o convívio com os jovens e aprendo muito com eles. Continuar na carreira é transmitir os meus conhecimentos e aprender com os meus alunos. A troca é um incentivo para mim. Adoro o convívio com os jovens e aprendo muito com eles.
• Qual foi um momento marcante da sua carreira?
Um momento marcante foi ver um aluno com muita dificuldade em química vencer a dificuldade, passar na UFRGS em 3° lugar e se tornar engenheiro químico com doutorado na França. Vi todo o crescimento dele na disciplina, porque foi meu aluno todo o ensino médio. Foi muito gratificante para mim.
• Qual é a parte mais gratificante da profissão?
O mais gratificante é acompanhar o crescimento do aluno, é perceber o entendimento dele da matéria e ver que o teu trabalho o ajudou neste processo.
• Você se lembra da sua primeira aula? Como foi?
Sim, lembro da minha primeira aula como se tivesse acontecido recentemente. Foi uma aula de estequiometria para o 2° ano do ensino médio. Eu era muito jovem, quase da mesma idade dos alunos. No início da aula, eu estava muito nervosa, mas, à medida que fui falando, foi passando o nervosismo, porque eles foram muito receptivos. Naquele dia, tive a certeza de que eu estava na profissão certa.
• Qual o conselho você daria para quem sonha em ser professor?
O conselho é não desistir do sonho, apesar de ser uma profissão difícil, que não é muito valorizada em termos de condições de trabalho e remuneração, pois tudo que se faz de acordo com a nossa vocação e dedicação tem um retorno gratificante. Tem que estar ciente de que é bem desgastante e cansativo trabalhar sempre com grupos de pessoas com individualidades diferentes, todos no mesmo espaço físico. Mas ver o desenvolvimento do estudante é bem gratificante. Então, se é a profissão que sonhamos, não devemos desistir, apesar das dificuldades.
Agradecimentos:
Quero agradecer à Andrea Lemos, Fernanda Mellvee, Fernando Miragem, Leandro Dias, Lino Alan Ribeiro, Luis Koteck, Paulo Vargas, Roger Rouffiax e Vera Lúcia Mallet pela incrível e atenciosa colaboração. Agradeço, também, à minha mãe, Fernanda, pela participação, não só como professora entrevistada, mas como editora da matéria. Sem vocês, este artigo não seria possível.
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Foto da Capa: Freepik.

