
Mas, afinal, de onde vem este termo CAFETO?
O ato de sentar à mesa com alguém para degustar um café requer inconscientemente um planejamento: querer estar, querer sentir-se bem e também manifestar o quão importante o outro nos é. É um ato social e afetuoso com alguém que é importante e tem valor para nós. Colocamos, nesse momento, nosso ser e nossa alma à frente de pessoas especiais, que impactam nosso momento social. A xícara e seu líquido nos provocam reflexões e manifestações com relação ao outro.
Inspirado no conceito de CAFETO de André Rossano Camargo (2023), o Programa Mulheres Âncoras também são pontes” da PAPS lança uma atividade socioeducativa e cultural denominada “CAFETO, Café com Afeto do Mulheres Âncoras. Esse é um projeto “guarda-chuva” que foi desenhado em sinergia com as principais ideias da nova consciência social de inclusão, sustentabilidade, diversidade e pertencimento. O CAFETO, portanto, promove encontros socioeducativos, com vistas à promoção da interação social e ao fortalecimento positivo de pessoas, em todas as idades e gêneros, em espaços diferenciados para aprofundamento e conhecimento que valorizem a prevenção, em uma convivência mais humana, ética e com transparência.
Além de destacar a importância do exercício da empatia e do diálogo, em ambiente leve e acolhedor, há um respeito à diversidade de saberes, identidades, culturas e potencialidades, que motiva os participantes a se engajarem voluntariamente nas ações e projetos da PAPS.
Para cada CAFETO, foram desenhadas 3 fases de implementação, a saber:
Fase pré-atividade socioeducativa: divulgação da proposta e articulação com possíveis parceiros/apoiadores e escolha de palestrantes voluntários sobre temas sugeridos pelos participantes;
Fase de execução da atividade socioeducativa: realização dos encontros, palestras e/ou rodas de conversa com a participação da equipe técnica, palestrantes convidados e público-alvo, e divulgação das campanhas da PAPS, além do buffet do café e sorteio de brindes;
Fase pós-atividade socioeducativa: registro das atividades, aplicação de instrumento de pesquisa e produção de relatório para monitoramento das ações desenvolvidas durante o desenvolvimento do projeto.
Acrescenta-se a esta proposta a construção e divulgação de texto/resumo aos participantes, das temáticas abordadas (com aval dos palestrantes), bem como a coleta de interesse, grau de satisfação e sugestão de novos temas para eventos futuros. Não menos importante, o processo de avaliação do CAFETO é realizado pela equipe organizadora, envolvendo ações de monitoramento — do planejamento à sua execução —, instrumentos, atas/planilhas, registros de frequência de participantes e palestrantes convidados e resumo das ideias principais dos temas abordados, consolidados em relatórios, o que nos guia na organização dos próximos eventos.
Sua realização ocorre em dois períodos anuais, somente, mas poderiam ser ampliados, se mais recursos de parceiros e apoiadores fossem disponibilizados.
Até o presente, 7 CAFETOS foram realizados, desde 2023, graças ao impacto positivo da proposta e à divulgação dos próprios participantes e da equipe da PAPS. Foram abordados os seguintes temas:
a) Felicidade, espiritualidade e saúde: o segredo da longevidade;
b) As pessoas que fazem a diferença;
c) Conexões sociais saudáveis: sentir-se segura sem remover ameaças;
d) Autoestima e autoconhecimento. Mudanças hormonais e menopausa: o que esperar e como lidar. Redefinindo a beleza: aceitação e amor-próprio na maturidade;
e) Saúde mental é possível;
f) Não apenas viva mais, viva melhor! Pilares do envelhecimento ativo e saudável: reflexões para todas as idades;
g) Memória e envelhecimento. Como manter o cérebro saudável”.
Atualmente, graças aos atuais apoiadores, o CAFETO ocorre em um espaço de hotel parceiro. A construção de sua memória positiva nos motiva a buscar novos apoiadores para replicar a proposta e as demais ações do grande projeto em outros contextos.
O cafeto, proposta inicial do “Mulheres Âncoras também são Pontes”, pretende focar no protagonismo feminino e na instalação de um círculo virtuoso em que as mulheres contribuam na implementação de ações inovadoras, que possibilitem abrir portas a outras mulheres, em ambientes de sabedoria coletiva e de empoderamento do humano feminino em diferentes espaços com respeito e autorresponsabilidade.
Estes são os desafios que trazemos para os beneficiários e comunidades do POA INQUIETA, pela natureza inovadora, focada na essência do protagonismo feminino e no potencial de impacto social e de replicabilidade das ações previstas, como é o caso do CAFETO!
Todos os textos de membros do POA Inquieta estão AQUI.
Maria da Graça Gomes Paiva é docente de Língua Inglesa aposentada do Instituto de Letras da UFRGS, doutora em Educação, palestrante e diretora-presidente da Associação ParadigmAÇÃO – PAPS (@paps_social) gracapaiva224@gmail.com - 51 999182251