Anna Tscherdantzew
Aqui é o Sler e retrospectiva não tem fofoca de gente se separando ou namorando, tragédia de rico com procedimento estético que deu errado, muito menos Roberto Carlos cantando.
Mas a gente também lembra do ano que passou, especialmente das coisas boas que a gente leu, ouviu e aprendeu. E como a felicidade só é real quando compartilhada, segue minha lista dos top best picas das galáxias, que espero, vocês gostem.
A Dama da Lagoa, livro de Rafael Guimaraens que foi lançado em 2013, teve uma 2a. edição em 2020 e li só em 2025. Comprado na Feira do Livro de Porto Alegre, não consegui parar de ler e pensar sobre a história de um crime ocorrido em Porto Alegre em 1940.
As personagens, especialmente as femininas, as relações sociais da época, as coisas que mudaram e as que continuam iguais. Feminicídio, privilégios, interesses.
O autor preencheu as lacunas da história publicada com a falada, mais o que encontrou nas entrelinhas da sua pesquisa, criando um romance-tragédia bastante esclarecedor.
Recomendo, com um alerta: comece a ler quando tiver 24 horas para se dedicar ao livro, porque você não vai querer largar.
Carlos André Moreira
Orbital, de Samantha Harvey (DBA Editora)
Imagine Virginia Woolf no espaço. Orbital, de Samantha Harvey, é um livro que consegue unir os rigores técnicos da boa ficção científica com uma investigação psicológica de fôlego e uma prosa sensória e belíssima. Seis astronautas/cosmonautas a bordo da Estação Espacial Internacional são mostrados ao longo de um único dia, no qual o veículo que habitam dá 16 voltas ao redor da Terra – e cada uma delas é um dos capítulos do livro, que fala sobre solidão, sobre o senso de aventura doido e deslocado que impulsiona a espécie humana, a relação tumultuada que mantemos com nosso planeta e a fragilidade da condição humana. Eu sei, não disse muita coisa, mas esse é um livro que é legar você ler por si mesmo.
Frankito em Chamas, de Matheus Borges (Todavia)
Um escritor é convidado a passar algum tempo em um pequeno balneário no Uruguai onde está sendo rodado um filme para o qual escreveu o roteiro. O escritor é um cara em crise que às vezes se convence de que fazer filmes é uma empreitada ridícula em que se consome muito trabalho para nenhum efeito. Em outros momentos, se decepciona porque os demais não o veem como a última bolacha ou não enxergam que o melhor do filme está em seu roteiro. Enquanto o roteirista Felipe dialoga com os integrantes da produção, incluindo o “Frankito” do título, um ex-palhaço de circo que serve como dublê improvisado, o romance de Matheus Borges constrói uma sátira melancólica sobre arte e artistas. Sobre desesperanças, precariedades, absurdos e egos feridos.
Condições Ideais de Navegação para Iniciantes, de Natália Borges Polesso (Companhia das Letras)
Coletânea de 11 contos com um prosa segura que passeia por traumas, desistências, apatias e encruzilhadas de personagens inseguras lidando com choques e rupturas em suas vidas, drásticas o bastante para deixá-las em dúvida entre seguir adiante ou prostrar-se no caminho.
Até logo, biblioteca, de Rafael Bassi (Casa de Astérion)
Abro um parêntese para quem quiser pousar algum grão de sal sobre esta recomendação: Rafael Bassi é um amigo meu, que este ano se mudou para Buenos Aires para corroer por dentro a distopia insana de Javier Millei (aguante, Bassi). Essas circunstância deu origem a este livro que segue um formato do qual gosto muito: o cruzamento de leituras e memórias usando as primeiras como tótens demarcatórios das segundas. Tendo de se desfazer de sua biblioteca devido à mudança de país, Bassi faz do próprio processo de seleção e escolha do que levar o pretexto para ensaios que recuperam as leituras, as origens de cada livro, entretecendo-as com uma biografia intelectual e literária.
Celso Gutfreind
Terra e Paz – Anntologia Poética, de Yehuda Amichai (Bazar do tempo). Trata-se do maior poeta israelense contemporâneo, com uma poesia vigorosa, na mescla de referências religiosas e seculares. Um sopro e um bálsamo de paz, nestes tempos de Guerra em Israel e pelo mundo. Cada poema, em Jerusalém e fora dela, devolve um tanto de esperança. Organização e tradução de Moacir Amancio: “Quem quiser fazer guerra novamente/ terá de voltar através dos instrumentos de trabalho.”
Helena Ruffato
Père Goriot (Honoré de Balzac)
Li vários do Balzac esse ano, mas este foi meu preferido. É um romance que retrata a Paris do século XIX como um espaço de brutal competição social, acompanhando a ruína de um pai devotado às filhas e a formação moral de jovens ambiciosos em um mundo regido por dinheiro, prestígio e aparências.
As mais belas histórias (Hermann Hesse)
Sidarta é uma das minhas obras preferidas da vida, então, quando me deparei com este livro num café-livraria, resolvi comprar, e adorei. É uma seleção de contos que condensa temas como a busca interior por sentido, infância e memória, sonho e imaginação, por meio de narrativas simbólicas marcadas pelo lirismo e pela reflexão filosófica.
Sete lições para ser feliz (Luc Ferry)
(Os títulos dos livros de Ferry são péssimos, na minha opinião: parecem auto-ajuda. Também gosto muito do “Aprender a Viver”.)
Ensaio de filosofia em que ele revisita tradições clássicas e modernas para discutir, de forma concreta, questões como amor, finitude, liberdade e sentido, propondo a felicidade não como euforia, mas como construção ética e existencial.
O ato criativo: uma forma de ser (Rick Rubin)
Livro sobre o processo criativo no qual o renomado produtor musical estadunidense reflete sobre a criação artística como prática de atenção, escuta e abertura ao mundo, defendendo a criatividade como uma maneira de estar vivo, para além de técnicas ou resultados.
Jorge Barcellos
Ainda que para o leitor descobrir o que li em 2025, basta seguir meus textos em Sler, ainda assim apresento alguns que ainda não citei em meus ensaios. São eles.
Falando sobre Deus. Byung-Chul Han. Editora Vozes, 2025.
Ao final do ano, saiu mais uma obra de Byung-Chul Han, prêmio Princesa de Asturias na área de Humanidades. Falando de Deus, é, de certa forma, continuação de O Espírito da Esperança. Se o cenário apocalíptico descrito do mundo atual o leva a refletir sobre a desesperança e esperança do homem, ela também é um tema religioso que tem em Falando sobre Deus uma espécie de continuação. É que nesta obra, Han procura uma perspectiva espiritual para o mundo no século XXI a partir de uma atenção ao silêncio, ao vazio e à escuta como caminhos possíveis. Han afirma que sua inspiração é o pensamento de Simone Weil, de quem recentemente se tornou um grande admirador de sua obra; entretanto, há uma notável semelhança com outra obra de Han, Louvor à Terra: uma viagem ao jardim (Vozes, 2021), em que o autor se aproxima da natureza por meio da experiência da jardinagem. Seja com Deus, seja com a natureza, o que Han destaca é a importância do cuidado, da meditação silenciosa, do demorar-se no silêncio.
H₂O e as águas do esquecimento, Ivan Illich. Editora Vozes, Editora N-1, 2025.
Seja pelo conteúdo ou qualidade gráfica da obra, H2O é uma obra notável. Escrita por Ivan Illich, pensador austríaco, padre católico e crítico radical das instituições centrais da modernidade industrial, como escola, medicina e sistemas técnicos, tornou-se conhecido mundialmente por propor formas de vida mais autônomas e “conviviais”, baseadas em redes informais e limites ao poder das instituições. Seu estudo sobre a natureza das águas na modernidade analisa a passagem delas como um elemento carregado de imagens míticas, rituais e vínculos com a memória coletiva para uma imagem de “fluido de limpeza” técnico, padronizado e despojado de espessura simbólica. Essa notável história cultural da água mostra que perdemos o caráter simbólico da água, como lugar de lembranças, por uma engenharia sanitária que a reduz e a comercializa como mercadoria. De certa forma, reconstitui caminhos como os descritos em O Limpo e o Sujo, de Georges Vigarelo (Martins Fontes, 1996), uma história da higiene corporal, já que também trata deste tema. Uma notável obra que deveria ser lida por todos os que combatem a privatização do DMAE e o discurso neoliberal sobre as águas.
Noir Futurista: os bastidores de Blade Runner, de Paul M. Sammon (Belas Letras, 2025).
O calhamaço do ano. Com 768 páginas, é dedicada aos amantes de cinema dos anos 80. Repleta de detalhes da produção, imagens, mostra como foi a produção do filme de uma época, Blade Runner. Para mim, que o viu nos cinemas Baltimore ainda jovem, nos anos 80, envolto em uma cortina de fumaça do que você sabe bem o que é, o livro reconstrói em detalhes sua produção conturbada, os conflitos criativos que envolveu frente às pressões de estúdio. É uma obra para entender que qualquer processo de criação original é também uma luta entre estética e indústria. Destaca as dificuldades de orçamento e os debates sobre o tom do filme. Eu estou o lendo principalmente porque a estética noir daquele universo, principalmente da cidade, me interessa, a de uma cidade decadente futurista, exatamente como vejo Porto Alegre na caminhada neoliberal.
O sublime objeto da ideologia, de Slavoj Zizek (Civilização Brasileira, 2024).
Este é um dos livros fundadores do pensamento do filósofo esloveno Slavoj Žižek. O fato de introduzir uma noção de ideologia que não corresponde à noção tradicional de ideias falsas, mas ao modo como ela é fantasiada, isto é, estrutura o cenário para suportar um núcleo traumático ou impossível do social já faz de Zizek um inovador: não há verdades para demonstrar, mas fantasias e crenças para funcionar, mesmo sabendo que há algo errado. Que Zizek articule a noção de desejo em Lacan, dialética de Hegel e fetichismo da mercadoria de Marx para isso é notável e por isso seu pensamento é uma arma para análise do pensamento de direita: o “objeto sublime da ideologia” a que se refere Zizek é aquele elemento contido nas palavras pátria, povo, líder, revolução, dinheiro e liberdade que condensa um excesso de valor simbólico e afetivo, funcionando como ponto de identificação apaixonada, acima de qualquer descrição racional e que produz coesão subjetiva e social ao mesmo tempo que afasta o sujeito do encontro direto com o Real. Isso não é a descrição perfeita do bolsonarismo? Zizek coloca a obrigação da esquerda crítica: analisar como a fantasia ideológica organiza o campo social e quais objetos sublimes sustentam essa crença prática. Só assim a esquerda poderá produzir um ato político capaz de romper com essas coordenadas e reconfigurar o próprio espaço do possível.
Design como atitude, de Alice Rowsthorn (Ubu, 2025).
Como o leitor deve ter percebido, eu entendo que ou lemos obras que propõem algo revolucionário para mudar o mundo ou não lemos nada. E para isso, todos os campos são possíveis. Descobri em Design como atitude uma obra de referência para designers que se proponham a fazer a transformação do mundo a partir de seus campos. Isso não é notável? Os profissionais que mais estavam a serviço do capital agora se propõem a oferecer respostas em seus campos à emergência climática, à crise dos refugiados, ao aumento da desigualdade pós-pandemia, às questões raciais, de identidade de gênero, etc. A autora é cofundadora da Design Emergency, plataforma de pesquisa sobre o papel do mundo na construção de um mundo melhor. Talvez tão importante quanto a obra seja o seu apêndice, em que ela apresenta designers e projetos pelo mundo todo comprometidos com a construção de um mundo melhor e o combate à desigualdade. Um livro que funciona como um mapa das iniciativas de design em diferentes campos com resultados sociais expressivos.
De onde eles vêm, de Jeferson Tenório (Cia. das Letras)
Lelei Teixeira
Sempre é um grande desafio indicar três livros, com duas ou três linhas justificando a escolha. Ainda mais neste ano de 2025 em que a leitura foi um mergulho na periferia e desvendou universos instigantes mostrando que o preconceito que nos ronda é pesado.
“Perifobia” (Editora Todavia/2025) e “O céu para os bastardos” (Editora Todavia/ 2023), de Lilia Guerra. Relatos comoventes sobre o medo da periferia e a discriminação absurda que cerca e oprime cotidianamente as pessoas por conta da cor da pele, das condições de vida e do meio em que vivem.
“Comunicação Antirracista”, de Midiã Noelle (Editora Planeta/2025), “um guia para se comunicar com todas as pessoas em todos os lugares, sem rótulos”, que estimula uma interlocução livre de estereótipos e preconceito. A busca de um novo pacto civilizatório para combater o racismo, o sexismo, o machismo, a LGBTQIAPN+fobia, o capacitismo e o punitivismo.
“A Culpa é do Diabo”, de Carolina Rocha (Editora Oficina, 2025). Uma imersão ousada, feita com conhecimento e firmeza, nas religiões de matriz africana. A autora mostra o preconceito cruel e abusivo que ronda um lugar social e histórico, mostrando a ancestralidade de seus praticantes e adeptos.
Odabá
Por Eduardo Borba (Curador)
Quem acompanha a história recente das ações afirmativas ligadas à Educação Superior no Brasil, ainda muito recentes frente à necessidade de reparação histórica, pode pensar que a acessibilidade de pessoas negras à Academia é uma oportunidade importante, e que deve ser valorizada por esse segmento populacional correspondente a 55,5% dos brasileiros. Afinal, não era por isso que lutavam?
Mas não é tão simples assim. Aliás, esse raciocínio é extremamente raso dentro do nosso contexto histórico.
Pense: como encaixar a vida, as crenças, os dilemas e as rotinas de pessoas, que, por séculos, foram colocadas à margem por uma legislação excludente, e que apareciam (quando eram enxergadas), até poucos anos, apenas como operárias de uma estrutura eurocêntrica, egocêntrica e elitista chamada Universidade?
Joaquim, o protagonista, nos leva por esse mundo de descobertas, desventuras e conquistas. Porém, o que vejo de destaque na sua história é a presença da mulher. Das mulheres, melhor dizer. Ao longo da obra, Jeferson Tenório traz personagens femininas que nos falam de dor, de fé, de superação, de estratégia, de vivências, de humor, de sexo, de contestação e de empatia. Ao finalizar a leitura, o que me tocou foi percebê-las como guias, amparo e fontes de equilíbrio e perseverança. Depois de ler, me diga o que você achou.
De onde eles vêm foi finalista do Prêmio Jabuti 2026, na categoria Romance Literário.
Sílvia Marcuzzo
Dentre as tantas leituras de 2026, alguns livros realmente me marcaram. Entre eles, estão:
Uma Ecologia Decolonial: pensar a partir do mundo caribenho, de Malcom Ferdinand (Ubu Editora, 2022). Essa obra escancara um lado da história que a humanidade tem muito a conhecer e reconhecer. O autor relaciona o colonialismo também às práticas escravocratas que tornaram o Caribe um exportador de insumos que a Europa desejava. A publicação é bem pesada, dura, alguns momentos, pois a história da escravidão e da colonização de almas e mentes é de difícil digestão. E, vale reforçar, o racismo torna as populações mais vulneráveis frente às ameaças das mudanças climáticas e à poluição ambiental. Antes desse livro, só sabia o quanto o ambiente havia sido explorado (e continua) pelos brancos. Com ele, vi que a destruição socioambiental é algo muito mais perverso, onde a mão de obra de gente pouco valorizada pelo sistema é mais uma engrenagem onde está inserida a destruição da sociobiodiversidade e de seus ambientes naturais. O livro recebeu o Prix du Livre de la Fondation de l’Ecologie Politique em 1919.
O livro Temos fome, somos loucas – Como um clube do livro transformou a vida de um grupo de mulheres, (Editora Pitanga, 2025). Fiz uma coluna que merece ser conferida. Quem gosta de debates a cerca de livros, clubes de leitura, não pode deixar de conferir o trabalho da Maura, uma jornalista experiente, que celebra sua primeira obra autoral. Os bastidores, os desafios de juntar 11 mulheres por 17 anos lendo e comentando obras é um tema que merece ser reconhecido. Especialmente se você quer escapar das artimanhas das redes sociais e ciladas da internet lendo livros em vez de ficar rodando feeds.
Outro livro, que recomendo e fiz uma coluna, foi Cecilia, Antonio e eu, da Rosane Tremea, (Editora Casa de Astérion, 2025). O livro faz um resgate do que os bisavós da autora passaram desde a saída da Itália até o dia a dia na colônia de Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves. Além disso, a autora fez uma extensa pesquisa para montar um quebra-cabeça da família, com quatro idas à Itália. Para quem é descendente de italianos é um prato cheio para valorização das raízes ancestrais.
Vera Moreira
Só vou citar alguns títulos, outros já escrevi ao longo de 2025, como a obra de Dan Brown, a partir de O segredo final (São Paulo: Arqueiro, 2025) e de Marcelo Gleiser, com O ponto cego; por que a ciência não pode ignorar a experiência humana (Rio de Janeiro: Record, 2025) e li também dele A simples beleza do inesperado (Rio de Janeiro: Record, 2019).
Quero comentar o livro de Steven Johnson, De onde vêm as boas ideias (Rio de Janeiro: Zahar, 2021), com o qual estou encerrando meu ano de leituras com chave de ouro. Assisti a conferência de Johnson no Fronteiras do Pensamento, em 2022, e comprei três livros seus na época, que ficaram na pilha das leituras e só agora peguei, na hora certíssima, em que estou me preparando para defender meu projeto de Mestrado em Psicolingüística, no primeiro semestre de 2026. É inspirador ler os paralelos inesperados e reveladores que Johnson cria para mostrar como intuições lentamente construídas, por exemplo, resultam em inovação, entre outros vários processos de sedimentação do saber que ele explora brilhantemente.
Tratado de história das religiões e Yoga – Imortalidade e liberdade, de Mircea Eliade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2022 e São Paulo: Palas Athena,1996, respectivamente.
A nostalgia do sagrado, de Michel Maffesoli – Curitiba: PUCPRess, 2024.
Vita contemplativa e O desaparecimento dos rituais, de Byung-Chul Han – Petrópolis, RJ: Vozes, 2023 e 2021, respectivamente.
O zen do agora e o infinito (do) dentro; quando o silêncio fala, de Satyaprem. Porto Alegre: Leelahouse, 2025.
Conversas com Picasso, de Brassaï – São Paulo: Cosac & Naify, 2000.
Leonardo da Vinci, de Walter Isaacson – Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.
A imperatriz de ferro; a concubina que criou a China moderna, de Jung Chang – São Paulo: companhia das Letras, 2014.
A vegetariana, de Han Kang – São Paulo: Todavia, 2018.
A cabeça do santo, de Socorro Acioli – São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
Feliz ano do Cavalo de Fogo para todos nós!

