
É fácil perceber que acordamos e estamos envolvidos nas eleições. Vários relatos testemunham que as pessoas estão conversando com quem lhes é próxima; estão lembrando o que já foi feito (Bolsa Família, Farmácia Popular, redução tributária para até 5 mil reais de renda, fim da escala 6×1) e expondo as novas propostas (PEC da Segurança Pública, atenção às Terras Raras, renegociação das dívidas dos cidadãos com os bancos). Em grupos e perfis nas várias mídias, é evidente o grande engajamento (sequência contínua de curtidas e comentários) nas postagens que defendem a democracia, que registram notícias e fatos verdadeiros (quem precisa se valer da mentira é a extrema direita). Ninguém mais perde tempo abrindo, comentando ou reagindo às fakenews; ninguém mais está ajudando a impulsionar o algoritmo elaborado para favorecer o concorrente, que é claramente apoiado por Trump e pelas chamadas Bigtechs, como a Meta, a dona do Facebook, Instagram, WhatsApp: poderosos conglomerados sobre os quais, inclusive na grande mídia brasileira, há denúncias de beneficiamento para o candidato que, junto com todos seus irmãos, defendeu o tarifaço dos EUA contra nosso país.
Incontáveis relatos confirmam que avolumamos imensamente a conversação paciente e conscientizadora com pessoas da família, do trabalho, da escola, da faculdade, do passeio ao shopping, da praia, do futebol e em todo o lugar onde há uma oportunidade de, sem impertinência, dialogar sobre o cenário político nacional e as perspectivas de futuro que cada uma das postulações representa para a nação.
Nestes dias finais de campanha, os antagonistas da justiça social estão elevando a alturas everésticas o nível de baixaria e cinismo, não apenas na propaganda eleitoral do “irmãozão” de Vorcaro, mas nas matérias claramente sensacionalistas de já conhecidos jornais, revistas e telejornais que, além da face parasita do capital financeiro, têm nas viciantes Bets seus grandes filões de patrocínio.
Não somos ingênuos, temos experiência do poder do bolsonarismo e da extrema-direita que, agora, contam, ainda mais, com o suporte do governo norte-americano.
A grande máquina de desinformação e persuasão conseguiu capturar votos de quem perdeu entes queridos durante a Covid, de quem é CLT, de quem estuda em universidade pública; ou seja, de quem só tem a perder se o filho do negacionista da pandemia ganhar as eleições.
Todavia, diariamente temos centenas e milhares de pessoas que saem às ruas em qualquer parte do Brasil. Domingo, dia 18, tivemos mobilizações de Ijuí (RS) a Mangabeira (PB), com gente de verde-amarelo, vermelho e um arco-íris de cores em cordões de folia de leste a oeste, de norte a sul.
A virada está acontecendo. A virada está emocionante.
Porém, ainda não está nada ganho. O fato de a vitória estar perto não significa de maneira alguma que já estamos lá.
Vamos aos esforços decisivos.
E, lembrando daquele antigo britânico diante da aproximação nazista, afirmo que, apesar de grandes democracias latino-americanas terem se rendido ao odioso neofascismo, nós não vamos esmorecer. Iremos até o fim. Estamos mobilizados no Centro-Oeste, no Sul, no Sudeste, Norte e no Nordeste. Lutamos com confiança crescente e força crescente. Estamos nas praias e nos campos, nas avenidas e nos becos, nos morros e nos asfaltos. Nunca desanimamos!