Provavelmente você conhece o filme “A princesa prometida,” de 1987. Se não conhece, você precisa assistir. Como não amar a história e seus personagens marcantes? O que muitas pessoas não sabem é que também existe o livro A princesa prometida, de William Goldman, que é igualmente maravilhoso e muito engraçado.
A trama é basicamente a mesma: os protagonistas, Buttercup e Westley – um jovem camponês que trabalhava na fazenda dos pais de Buttercup – se apaixonam, porém ele não tinha condições para se casar com ela, então ele parte para América, na esperança de arrumar um emprego, juntar dinheiro e se unir a ela. Mas, depois de um tempo, Buttercup descobre que um pirata muito famoso e temido pelas pessoas daquela região, havia matado Westley.
Anos depois, Buttercup acaba se tornando a mulher mais linda entre todos os reinos, recebendo muitas propostas de casamento – que ela não aceitava. Até que um dia, o malvado Príncipe Humperdink disse que se Buttercup não se casasse com ele, ele a mataria. Buttercup aceitou o pedido de casamento, já que os seus pais haviam morrido havia pouco tempo e ela não sabia o que fazer.
Bem, isso tinha tudo para se tornar uma história trágica, mas não se tornou. A princesa prometida contém duelos de esgrima incríveis, aventura, piratas, traições, milagres e romance.
Então, vou comentar algumas diferenças do livro e do filme, já que são várias, e são muito legais.
• Os pais de Buttercup: no filme, esses dois personagens não apareceram, mas no início do livro, foram de grande destaque. Eles eram hilários e brigavam o tempo todo, faziam até competição para ver quem xingava mais o outro. É uma pena que não apareceram no filme.
• Os pesadelos de Buttercup: antes de se casar, Buttercup teve uma série de pesadelos, alguns muito assustadores, porém, apenas um foi mostrado no filme. Teria sido mais legal se tivessem aproveitado alguns destes pesadelos da princesa.
• A vida fictícia de William Goldman e S. Morgenstern: William Goldman conta um pouco de sua vida ao decorrer do livro, e isso é muito legal. Porém, a vida que William conta no livro é totalmente fictícia, e eu só descobri isso muito tempo após a leitura. William dizia que seu pai havia lido A princesa prometida, de S. Morgenstern, para ele, quando William ainda era criança, e quando ele virou escritor, decidiu lançar o clássico por sua editora, só com as “partes boas,” como o autor afirmou, mas ele e Morgenstern eram a mesma pessoa. Para mim, esta parte tornou a obra ainda mais mágica.
Tanto o livro quanto o filme são incríveis, com conflitos e personagens maravilhosos. O meu personagem favorito é, com certeza, o Inigo Montoya, um espadachim espanhol que busca vingança pela morte de seu pai ao longo da história. Fiquei torcendo por ele do início ao final do livro/filme.
Enfim, para os apreciadores de uma boa aventura, A princesa prometida é uma excelente opção de leitura e o filme é considerado por muitos um dos maiores clássicos da Sessão da Tarde.
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Foto da Capa: Divulgação

