
Há cinco anos estou à frente de um projeto de voluntariado que muito me orgulha: os prefeitos de praça da cidade de Porto Alegre. Pessoas que se colocam à disposição para ajudar a cuidar da nossa cidade e dos nossos espaços públicos.
E, embora não seja uma tarefa fácil — porque fazer a gestão de pessoas é sempre um desafio —, é também uma experiência profundamente humana e transformadora.
No dia 17 de junho, celebramos o Dia do Prefeito de Praça. Um dia dedicado a essas pessoas que, de coração, dedicam parte do seu tempo para colaborar com o poder público no cuidado, principalmente, das praças e parques da cidade.
Ao longo desses cinco anos, vivo inúmeras experiências que rendem muitas histórias. Nos movimentamos de forma inquieta e participativa por muitos lugares da cidade. Conhecemos o Centro Integrado de Coordenação de Serviços, o sistema de monitoramento urbano, viveiros, equipes de manutenção, secretarias e tantos outros espaços que nos aproximam ainda mais do funcionamento da cidade e do cuidado coletivo.
Hoje, esse universo de prefeitos de praça já soma mais de 400 pessoas. São cidadãos e cidadãs que fazem a diferença nessa corresponsabilidade do cuidado com a cidade. Pessoas que compreendem que o espaço público não pertence somente ao poder público, mas também à comunidade, à sociedade e a todos nós.
Esse engajamento no cuidado, na limpeza, na manutenção e na preservação dos espaços públicos é o que transforma o cotidiano de uma cidade. Pequenas atitudes, quando realizadas coletivamente, produzem grandes mudanças e fortalecem o sentimento de pertencimento e de convivência entre as pessoas.
É uma construção ainda recente, de apenas cinco anos, mas que já deixa marcas importantes. E temos a certeza de que esse movimento segue crescendo, inspirando novas pessoas a participarem dessa dinâmica de amor, parceria e compromisso com aquilo que é de todos: o espaço público.
Mas, acima de tudo, construímos vínculos. Encontramos pessoas comprometidas, sensíveis e dispostas a fazer a diferença no lugar onde vivem. E talvez seja justamente isso que mais marque essa caminhada: perceber que cuidar de uma praça também é cuidar das relações, da convivência e do sentimento de pertencimento.
Seguimos aprendendo, enfrentando desafios e acreditando que uma cidade melhor se constrói com participação, diálogo e presença das pessoas.
Regina Maria de Oliveira Machado é Mestre em Educação, funcionária pública e gestora das Praças.
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