
Bom, finalmente estreia neste fim de semana o tão comentado filme em que Christopher Nolan adapta A Odisseia, uma das narrativas mais antigas e influentes do Ocidente. Um filme com o qual eu comecei implicando e mesmo assim assistirei, sem muitas expectativas de que vá gostar, por todo o barulho externo à própria obra provocado por cinéfilos de fim de semana que não viram o filme e helenistas de meia-tigela que não leram o livro.
Se alguém aí costuma ler estes meus textos com alguma frequência, pode ter a impressão de que pescou uma certa contradição de minha parte, uma vez que eu devo ter sido um dos primeiros malas a reclamar da primeira foto divulgada pela produção do filme (neste texto AQUI). A esses, tenho de admitir que estão parcialmente corretos. Logo no início da onda por esse filme, e considerando o quanto Nolan, um diretor de escala épica, costuma cansar todo mundo com seu discurso marqueteiro sobre “realismo” e “autenticidade”, pensei que, se ele estava adaptando a Odisseia, ao menos faria um esforcinho para fugir do visual que o cinema “espada e sandália” americano vem usando desde o Quo Vadis de 1913. Achei o elmo de penacho romano de Matt Damon uma oportunidade perdida, prenúncio de outras que viriam (e vieram).
Com a evolução das discussões sobre o filme, contudo, me vi inesperadamente em risco de estar ao lado dos reclamões que choram por causa do elenco, disfarçando seus preconceitos com clamores de “fidelidade literária” (a maioria dos que repetem isso não leu a Odisseia, ou ao menos não conseguem, em seu texto, convencer alguém que já o leu repetidamente e em mais de uma versão, como eu). Assim, desencanei, reservando apenas alguns momentos de corneta simbólica compartilhada entre amigos também apreciadores da obra, como o escritor e tradutor José Francisco Botelho, com quem venho trocando mensagens perplexas a cada novo trailer.
Mas, como eu diria, está aí a Odisseia de Nolan e agora nos sobra a alternativa de vê-la ou não. Como eu comentei antes, reclamar do filme é divertido, mas muitas das reclamações parecem ancoradas em um entendimento deficiente do poema e de seus personagens. Então, se você está preparando o espírito para o filme, ofereço aqui um leve e breve guia da Odisseia para iniciantes, um texto que nasce de uma pretensão, mas se pretende despretensioso e que, claro, terá alguns spoilers de uma obra literária composta há 2,7 mil anos – acho que já deu tempo de ler a essa altura, não? Ah, sim, como eu ainda não vi o filme (enquanto escrevo, a cabine de imprensa está marcada para o dia 15, quarta-feira, mas eu não trabalho mais exclusivamente com Cultura, então não irei e verei o filme quando estiver em cartaz, que nem todo mundo), este pequeno dicionário biográfico (e de associação livre) da Odisseia vai se basear nos papéis já confirmados do filme, mapeados no site IMDb, que costuma ser de confiança para esse tipo de coisa. Da mesma forma, vou me ater às versões mais disseminadas dos mitos e deixar as menos conhecidas e divergentes para apenas breves comentários, se não este texto ficará interminável e eu vivo sendo lembrado de que ninguém lê texto longo na internet. Ah, sim, prometo também algum humor anacrônico, porque ninguém é de ferro (ou de bronze, melhor dizendo).
Vamos lá, então.
ODISSEU – O homem, o mito (literalmente). Soberano da ilha de Ítaca, Odisseu é um dos reis convocados para a Guerra de Troia devido a um juramento antigo envolvendo Helena, que na época ainda não “de Troia”. Helena era tão bela e desejada por todos os reis que a cortejavam que o seu padrasto, Tíndaro, temeroso de que uma guerra se instaurasse depois que ela escolhesse um dentre os pretendentes, forçou os presentes a jurar que acorreriam em socorro do futuro escolhido se os votos matrimoniais fossem de algum modo quebrados ou desrespeitados. Helena escolheu Menelau, rei de Esparta, irmão do “Rei dos Reis” Agamemnon, de Micenas (que viria a casar com a irmã de Helena, Clitemnestra, mas essa parte fica para outro dia). E é por isso que, anos mais tarde, quando um troiano chamado Páris leva Helena embora para viver com ele em Troia, todos os gregos são forçados a honrar esse juramento e ir guerrear na Ásia.
Coadjuvante de alguma relevância na Ilíada – poema anterior que conta como os gregos quase perderam a guerra devido a uma desavença entre Agamemnon e Aquiles – Odisseu é o protagonista da Odisseia, como o próprio nome já deixa claro. Aliás, essa relação durante boa parte do século XX não era tão clara porque o título do livro seguia sendo Odisseia, uma palavra grega, mas o nome do herói costumava ser traduzido por Ulisses, versão romana do nome (como se chegou de uma coisa à outra? É complicado, mas podemos dizer que certos dialetos gregos chamavam Odisseus de Oulisseus ou Oulixes, o que já dá uma pista de como uma versão desaguou na outra). Embora muitos ainda sejam saudosistas dessa romanização do grego, ela na verdade parte de um ponto de vista ultrapassado que via na cultura grega mera antessala do “grande Império Romano”, e por isso nos últimos cinquenta anos se multiplicaram até mesmo em termos acadêmicos as tentativas de recuperar os nomes e topônimos gregos, respeitando sua autonomia como objeto de cultura.
Sua aparência física é descrita de modo variado no poema. A certa altura, Atena, que o havia disfarçado, restitui sua aparência no Canto XVI para a de um homem de “pele morena” e barba de “fios negros”. Mas antes disso, no Canto XIII, ao criar o disfarce, Atena diz que vai destruir os “loiros cabelos” que recobrem a cabeça do herói. Nenhuma das duas coisas fecham muito com o branquelo de ascendência irlandesa Matt Damon, mas aparentemente o grande escândalo é Helena ser negra, então ok.
Odisseu também é chamado no livro de polymetis (o dos muitos artifícios) ou polymechanos (o dos muitos expedientes), adjetivos que deixam claro que se trata de um homem “cheio das manhas”. Odisseu é o cara que pensa os estratagemas, que manja dos paranauês, tanto que é creditada a ele a ideia de esconder um grupo de vanguarda dentro de um cavalo gigante de madeira deixado às portas de Troia para poder finalmente entrar no terreno cercado pelas muralhas que os gregos falharam 10 anos em atravessar ou destruir. Quando o truque dá certo e a invasão se consuma, os gregos se entregam a uma orgia de sangue e destroem tudo, até mesmo os templos dos deuses – razão pela qual a maioria deles vai se foder de verde amarelo no retorno para casa, já que mesmo as divindades que vinham patrocinando os esforços dos gregos, como Atena, se sentem ofendidas pelo ultraje. O caso de Odisseu é pior do que os outros porque em seu caminho de volta, para completar a desgraça, ele e sua tripulação são capturados por um ciclope chamado Polifemo, a quem Odisseu, dando nova prova de sua astúcia, consegue cegar com um tronco afiado como lança. Originalmente, Odisseu se identificou ao ciclope como “Ninguém”, mas, orgulhoso de seu triunfo, revela seu nome verdadeiro quando já está a salvo no mar. Como Polifemo era filho de Poseidon, justamente o senhor do mar, o deus se dedica laboriosamente a atrapalhar a viagem de volta o máximo que puder.
Assim, Odisseu, em seu caminho para casa, enfrenta não apenas populações hostis, mas a ira do próprio mar. A cada novo desembarque em terra desconhecida, algo ameaça Odisseu e seus homens: gigantes antropófagos, feiticeiras com o poder da metamorfose, drogas pesadas (sim, esta parte não é tão piada quanto parece). Quando Odisseia, o poema, começa, Odisseu está preso há sete anos na ilha Ogígia, como prisioneiro da ninfa imortal Calipso, mas focado no retorno para sua esposa…
PENÉLOPE – A rainha de Ítaca, papel de Anne Hathaway, é mostrada, ainda dentro dos estritos domínios domésticos reservados às mulheres gregas, como uma igual de Odisseu. Se ele era “cheio de artifícios” na guerra, ela não será menos nos domínios da casa. Quando o poema Odisseia começa, Penélope é uma figura que esquiva como pode do assédio de uma horda de pretendentes que se instalaram em seu palácio sem pedir licença e passam o dia bebendo e comendo os recursos da casa. Dado que a guerra durou 10 anos, terminou outros 10 anos antes e há notícias de retorno de vários dos guerreiros a suas ilhas, todos presumem que Odisseu morreu no mar voltando para casa, algo em que apenas Penélope e seu filho Telêmaco não acreditam. Ameaçada pela voracidade dos intrusos, que exigem que ela se case de novo e, assim, acabe com o vácuo de poder na ilha, Penélope vem enrolando os inconvenientes há anos – é contado no poema, por exemplo, que ela prometeu se casar só após tecer uma mortalha para o seu idoso sogro Laertes, o que ela de fato fazia, apenas para desfazer a trama durante a noite, estendendo o prazo. Seus recursos, contudo, parecem estar terminando e ela teme que os pretendentes terminem por matar seu voluntarioso filho…
TELÊMACO – Quando Odisseu partiu para Troia, Telêmaco, que será interpretado por Tom Holland, era um recém-nascido. Quando o poema começa, ele é um jovem de 20 anos que segue sendo tratado como um jovem sem direitos ou voz. Os pretendentes não saem de sua casa e zombam de sua impotência. Certo dia, o palácio real é visitado por Atena disfarçada de viajante e ela implanta na mente do jovem a ideia de exigir a partida dos pretendentes ou a formação de uma expedição para buscar notícias de Odisseu. O jovem clama à assembleia de Ítaca que os nobres inconvenientes abandonem o palácio e voltem para suas casas, no que não é atendido porque os atrevidos pretendentes respondem que apenas aguardam que Penélope case de novo, como seria sua obrigação. Telêmaco, contudo, anuncia que vai partir em busca de notícias de seu pai. O que ele faz às escondidas, já que Atena o alerta que os pretendentes planejam matá-lo antes da partida.
A primeira parte da Odisseia costuma ser chamada de “A Telemaquia” porque os quatro primeiros cantos da obra se concentram na busca de Telêmaco por seu pai. Acompanhado por um grupo de homens leais e pelo seu aliado Mentor (na verdade, Atena disfarçada), Telêmaco visita o reino de Pilos, onde encontra o veterano rei Nestor. Depois, é acompanhado por um dos filhos de Nestor até Esparta, onde encontra Menelau e a restituída Helena. É deles que Telêmaco ouve o relato do ano final da guerra (já que a Ilíada se encerra ainda no nono ano do conflito). E Menelau, depois de contar como precisou desviar pelo Egito para voltar para casa (que GPS doido é esse, moço?), diz a Telêmaco que ouviu do deus Proteu, na ilha de Faro, que Odisseu vivia ainda, mas como prisioneiro de Calipso (literal, não apenas um obcecado pelo ritmo caribenho).
Este é o trio essencial da narrativa, mas há outros personagens listados no elenco, como:
AGAMÊMNON – Esse é o cara que aparece no trailer do filme com aquele indescritível “elmo do Batman”. Soberano de Micenas, é irmão de Menelau e o verdadeiro articulador por trás da expedição grega. Convence seu irmão a invocar o juramento para ir buscar sua mulher adúltera – fica implícito que ele na verdade está aproveitando a oportunidade para estender seu poder. Não é um personagem da Odisseia, mas tem importância fundamental na Ilíada – é por seu orgulho mesquinho que se desenrola a trama do poema, já que, forçado pelos deuses a devolver aos troianos uma mulher que havia capturado como sua escrava, decide se apossar de outra mulher que já havia sido entregue a Aquiles, fazendo com que o maior guerreiro grego simplesmente fique puto da vida e se recuse a lutar. Será um dos irmãos Safdie, mas não me lembro qual e o prazo pra encerrar o texto está acabando.
ANTÍNOO – É um dos “pretendentes” que se instalaram no palácio de Odisseu e exigem que Penélope escolha entre um deles. Os pretendentes não são apenas homens de Ítaca – pelo contrário, os locais, embora nobres, são minoria, de acordo com o relato que Telêmaco faz no Canto XVI, no qual lista o número e a origem dos 108 homens que ocupam a casa e se apresentam como pretendentes. Antínoo, filho de Eupeithes, é um dos mais ousados e é mostrado mais de uma vez confrontando e ofendendo Telêmaco ou o mendigo que ele não sabe ser Odisseu. Há vários outros citados pelo nome no poema, mas aparentemente o único que terá alguma importância no filme será mesmo o Antínoo vivido por Robert Pattinson.
ATENA – Deusa da sabedoria e, em alguns contextos, das artes da guerra. Depois de dez anos de provações do herói, ela, já com o coração abrandado pelas ofensas cometidas na invasão de Troia, se torna a principal advogada de Odisseu. Aproveita um momento em que Posseidon não está na assembleia dos Deuses para encaminhar o pedido de retorno do herói e consegue a autorização de Zeus (Atena seria do Centrão? Atena seria Alcolumbre? Atena seria Eduardo Cunha?). Também está presente junto a Odisseu e a Telêmaco durante boa parte das viagens de ambos, muitas vezes disfarçada de outra pessoa. No filme, será Zendaya.
CALIPSO – Ninfa imortal filha do titã Atlas, é ao mesmo tempo vítima e algoz nesta história. Vive em Ogígia exilada por Zeus, como castigo por haver lutado com os Titãs contra os deuses do Olimpo na guerra civil entre gerações que elevou Zeus ao poder. Sendo ela própria prisioneira, não é de admirar que se encante por Zeus quando ele vai parar em sua ilha. Assim, ela também se recusa a deixá-lo partir. Embora o lugar seja paradisíaco e Calipso seja uma gata deslumbrante, que oferece até mesmo a imortalidade em troca do amor de Odisseu, o que ele quer é voltar para Ítaca. O impasse só é resolvido por ordem direta de Zeus. Será vivida por Charlize Theron.
CIRCE – Feiticeira poderosa que amaldiçoa todos os que perturbam seu lar na ilha de Eeia. Odisseu e sua tripulação desembarcam ali depois de escaparem do Ciclope e dos Lestrigões, e o herói manda um grupo de seus homens procurarem auxílio no palácio da ilha, onde Circe oferece a eles comida e bebida enfeitiçada que os transforma em porcos. Odisseu consegue escapar de seu poder graças à intervenção do deus Hermes, que lhe oferece um meio de resistir ao feitiço. Ao perceber que seus poderes não afetam Odisseu, Circe fica tão impressionada que deseja que Odisseu fique morando com ela na ilha. Sim, sim, parte da descrição canônica de Odisseu nesses mitos é a de um boy-magia irresistível, não reclamem comigo, reclamem com os gregos. Ah, sim, no filme, Circe é Samantha Morton.
EURICLEIA – É uma serva do palácio real de Ítaca, guardiã afetuosa de Telêmaco na primeira parte do poema. Será uma das poucas criaturas a reconhecer Odisseu disfarçado de mendigo no retorno a Ítaca porque, ao banhar seus pés num gesto de hospitalidade, reconhece uma cicatriz que o rei traz desde a infância, quando foi ferido por um javali. No filme, será Kate Fuglei.
EUMEU – É o porqueiro do palácio real de Ítaca. Na ausência de Odisseu, permaneceu leal ao rei, a quem viu crescer. Quando Odisseu finalmente retorna e é alertado por Atena que precisa ter cuidado, já que sua casa está tomada por mais de cem homens e nem ele seria capaz de dar conta de todos. Assim, a primeira pessoa a quem Odisseu de fato procura é Eumeu – disfarçado de mendigo por Atena, o rei não é reconhecido pelo tratador de porcos, que ainda assim o recebe com hospitalidade e cortesia. Sei lá por que, será John Leguizamo – acho que Hollywood vê o trabalho braçal como “coisa de latino” mesmo num épico grego…
MENELAU – O corno mais famoso do mundo antigo. Rei de Esparta e escolhido por Helena como marido (em tese, sabe como são essas coisas), ele recebe o príncipe troiano Páris em casa, sai para viajar e quando volta, sua mulher e seu hóspede fugiram. Muito por insistência do irmão, ele invoca o pacto dos reis para proteger seu casamento. A certa altura da Ilíada, mostra ser um guerreiro de grandes predicados, já que quase mata Páris de pancada – o troiano só é salvo por interferência dos deuses. Depois que Troia é destruída, recebe a esposa de volta e, na Odisseia, conta a Telêmaco sobre Odisseu estar preso na ilha de Calipso. Será um Jon Bernthal com uma barba pra mim muito curta.
HELENA – Filha de Zeus com a mortal Leda (a quem o Deus máximo violentou disfarçado de cisne, e por isso Helena nasceu de um ovo – sim, essas histórias podem ser de uma violência simbólica perturbadora), é a catalisadora da Guerra de Troia, já que seu rapto dá origem à Guerra. Na Ilíada, é mostrada dentro das muralhas de Troia, lamentando as mortes que sua fuga provoca. Na Odisseia, aparece ao lado de Menelau, retornada a Esparta. Aqui, ela diz que sua infidelidade foi provocada por uma “loucura” infundida nela por Afrodite. Então tá… Será Lupita Nyong’o, que pra mim se encaixa muito bem no papel da “mulher mais bela do mundo”, mas que a internet surtou ao saber. Diane Kruger no Troia dos anos 2000 poderia até ser mais parecida com a descrição do poema, mas era apagada em cena, então por mim esta escolha de Nolan se justifica.
MELANTO – Escrava do palácio de Odisseu, é retratada na Odisseia como uma traidora da casa, já que mantém um caso amoroso com o pretendente Eurímaco (não encontrei referência a quem deve viver esse cara no filme nem se ele vai estar no filme). Entre outras atribuídas torpezas, é Melanto quem revela aos pretendentes o truque de Penélope com a mortalha de Laertes. Aliás, para uma perspectiva diversa dessa personagem e das demais servas, sugiro a leitura de A Odisseia de Penélope (a tradução do título é horrível, mas não é minha) , de Margaret Atwood. Melanto será vivida no filme por Mia Goth.
SINON – Aparentemente, a internet surtou porque acharam que Eliott Page, ator trans, interpretaria o heroico Aquiles, que, como acha todo mundo não leu o poema, é macho pra cacete (cof, cof). Aliás, não é certo se Aquiles vai estar no filme de Nolan, embora ele apareça brevemente na Odisseia quando, como um dos passos de sua jornada, Odisseu precisa passar pelo Hades e conversar com gente morta. Aparentemente, no entanto, coube ao ator Sinon, outro personagem, nem mencionado na Odisseia, e sim em outras fontes dos mitos e na Eneida de Virgílio. É um jovem primo de Odisseu que é deixado como um prisioneiro oferecido a Troia junto ao famoso cavalo. É ele quem engana os troianos a pensar que os gregos voltaram a sua pátria e que o cavalo é uma oferenda sagrada, convencendo os troianos a acolherem o instrumento de sua destruição.
Acho que o básico era isso. Depois que verem o filme, me contem o que acharam.