
Não sou fã da Virginia. Na verdade, não gosto da Virginia e infelizmente sei quem ela é.
Influencer, deslumbrada, ostentadora, divulgadora de bets e dona de uma marca de qualidade e procedimentos duvidosos.
Da vida pessoal, sei o que o bombardeio da mídia, das publis e das assessorias me fazem ver, mesmo que eu não passe das chamadas ou dos memes.
Mas não gostar dela não dá o direito a mim ou a ninguém de vaiá-la por terminar um relacionamento. Assim como gostar dela não dá o direito a passar pano às práticas desonestas dos jogos que ela divulga.
No amistoso entre Brasil e Panamá, a Virginia foi vaiada após seu ex, o jogador Vini Jr., fazer um gol. O motivo da vaia, provavelmente, pelo término do relacionamento. Que ousada, terminar um relacionamento com um ídolo da machulência.
Acostumada a ser incensada e aplaudida, as vaias inesperadas deixaram a influencer abalada. A reação veio e o próprio Vini Jr., que respeito apesar da amizade dele com o machulento Neymar, saiu em defesa da ex.
A suposta treta de traição que supostamente resultou no término e o suposto vídeo da Virginia beijando um macaco e supostamente se referindo ao Vini Jr. não ter nada a ver com a vaia.
A vaia foi para uma mulher que se atreveu a terminar um relacionamento, não para uma influencer de posturas duvidosas, mas sempre bem pensadas e revertidas em likes e publis.
Não defendo a Virginia; na verdade, vaio ela silenciosamente na minha mente quando vejo a divulgação de jogos que destroem vidas e a postura debochada e dissimulada que ela teve na CPI das bets. Quando a ostentação é maior que a consciência de classe. Quando os produtos não entregam o que prometem e têm problemas técnicos. Quando se aproveita de qualquer situação cotidiana e dos relacionamentos para engajar.
Mas a vaia por vaia não leva a nada, é como seu oposto, um autógrafo de celebridade que não te faz próximo dela, que é tinta no papel. A vaia, neste caso, é o som sem ação ou consciência, feita apenas para agredir, agredir uma mulher que ousou não aceitar uma situação desconfortável. Ou que simplesmente não quis mais um relacionamento.
A vaia predominantemente masculina, por motivos machistas, essa, felizmente, não é mais aceitável.
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