
Inicio este texto num tom provocativo, a partir de fatos que estão acontecendo no mundo e no Brasil, para uma reflexão sobre “Desde quando iniciou o Processo de Falência da Humanidade?”
Diariamente, presenciamos ou somos bombardeados de fatos que viralizam nas redes sociais, sobre atos de humilhação, preconceito e toda sorte de violência, muitas vezes de forma gratuita sobre o outro.
Torcer pelo time que não é o meu me dá direito a praticar atos de selvageria contra o outro; não aceitar o posicionamento político adverso ao meu falsamente me dá o direito a agredir, e por aí vamos…
A falência da humanidade não está necessariamente na falta de inteligência, tecnologia ou conhecimento, mas na maneira como o ser humano escolhe se comportar diante do outro. São inúmeras guerras espalhadas pelo mundo, onde os mais poderosos se acham no direito de invadir territórios de outros países, de querer “exterminar” outros povos, de negociar Paz em troca de terras raras e muito mais. Estamos num tempo de retrocesso da humanidade.
A empatia dá lugar à indiferença, o respeito é substituído pelo egoísmo, a solidariedade perde espaço para o individualismo e a verdade é sacrificada em benefício dos próprios interesses. O ser humano aprendeu a construir máquinas, mas parece ter desaprendido a construir relações. Sabe falar, mas não sabe ouvir; sabe julgar, mas não sabe compreender; exige respeito, mas frequentemente não sabe respeitar.
A maior falência humana acontece quando:
· A maldade é confundida com inteligência.
· A arrogância é confundida com personalidade.
· A falta de caráter é justificada por conveniência.
· A humilhação do próximo vira entretenimento.
· A mentira se torna uma ferramenta de vantagem.
· A indiferença diante do sofrimento alheio passa a ser normal.
Talvez o maior fracasso da humanidade não seja aquilo que ainda não conseguiu conquistar, mas aquilo que se perdeu na essência.
Porque uma sociedade não demonstra sua evolução apenas pelo que constrói, mas, verdadeiramente, pela maneira como seus indivíduos tratam uns aos outros.
Vamos refletir e mudar nosso comportamento, voltar a sermos seres civilizados!
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Simone Pinheiro é articuladora do POA Inquieta, assistente social e mestre em Ciências Sociais.