
O Grêmio vai cair, porque joga o pior futebol entre os times que estão para cair.
É sofrível ver um jogo do Grêmio, especialmente se não joga perto da torcida, porque só ela vem se salvando durante os jogos do Grêmio.
Ver um jogo do Grêmio é irritante, não só pelo resultado, que é quase sempre ruim, mas pela ausência completa de qualquer prazer de ver um futebol ao menos razoável.
Tenho visto os jogos do Mirassol, do Santos, do Vasco, do Inter e até do Remo, os outros times que estão para cair. Não jogam tão mal assim. Jogam melhor do que o Grêmio.
Mas o Grêmio não vai cair porque joga mal.
O Grêmio vai cair, porque sempre volta a jogar mal, cometendo os mesmos erros. Não faz autocrítica, não reconhece, não se reergue.
O Grêmio vai cair, porque deixou de ser refém de Renato Gaúcho para se tornar de Luís Castro. Aceita seus esquemas equivocados, suas péssimas indicações de contratações, em meio à sua ótima retórica, depois de cada derrota. Seguiu o mesmo padrão de antes dele, e sabemos o quanto tendemos a repetir os nossos erros, enquanto grupos ou indivíduos.
O Grêmio vai cair, porque repete os mesmos erros e não se corrige.
O Grêmio vai cair, porque retórica não corrige, não impede a queda (um jogo são fatos), e já era assim no reinado de Renato, com os fatos desmentidos pelas palavras incapazes de desmenti-los.
O Grêmio vai cair, porque paga dois milhões para um treinador e não para um jogador que valesse isso.
O Grêmio vai cair, pois, entre os times endividados, é o que se endivida pior.
O Grêmio vai cair, porque paga dois milhões para jogadores que não valem isso.
O Grêmio vai cair, porque queimou a sua base, como Gabriel Mec.
O Grêmio vai cair, porque a vida e o futebol costumam ser lógicos e até mesmo previsíveis.
Às vezes, não são e, talvez por isso, as bandeiras tricolores continuam tremulando em movimentos desordenados, em meio aos ventos.
É como se a torcida do Grêmio saudasse a chance que lhe resta: a do imprevisto.