
Oito de julho. É uma alegria e uma bela coincidência compartilhar este texto exatamente hoje, pois, além de comemorar uma data especial em minha vida, celebro junto aos editores e outros queridos colunistas quatro anos de contribuições semanais que o coletivo POA Inquieta imprime na plataforma e, em especial, aos quatro anos da própria plataforma Sler. Também sou grata aos inquietos que estão produzindo novos textos; aos novos inquietos que estão se organizando e planejando participar e aos que estão finalizando seus relatos e vivências para as próximas edições.
Se no ano passado tive a chance de ler todos os materiais publicados pelo coletivo e ampliei repertórios pelas leituras, sinto-me privilegiada, neste ano, por ser a curadora de conteúdo e estar junto aos autores, esclarecendo dúvidas na elaboração dos novos textos e recebendo, por este contato direto com todos, conhecimentos pioneiros e surpreendentes. Esta proximidade com os amigos inquietos, que se inicia a partir do convite para a escrita e o comprometimento com o prazo para revisão, me permite trocas dinâmicas com valiosas interações durante os diálogos para submissões e a antecedência necessária para algum ajuste ou dúvida que surja antes das publicações. E estes momentos são incríveis e deixam marcas de carinho e afeto durante o processo de trabalho.
Em períodos recentes, marcados por encontros escassos e substituídos nestes últimos tempos por reuniões online, mensagens e áudios, contribuir com esta atividade me inspira a buscar a presença de inquietos o máximo possível, para tratar das combinações, dos parâmetros e dos ajustes de conteúdo. Este estímulo me encanta porque, além da felicidade do encontro ou reencontro com os autores, muitas vezes criamos vínculos com pessoas novas que chegam ao coletivo e assim podemos criar novas interações; novas descobertas; novos relacionamentos; novos aprendizados e até, aprendermos, inclusive, sobre novos sentimentos.
Às vezes, pela exigência de alguma reunião para tratar dos textos, alguns encontros presenciais se concluem interessantes e espirituosos pelas ótimas lembranças do início do Coletivo POA Inquieta e tudo o que vem se enrolando e se desenrolando ao lado dos nossos ideais criativos. Temos relembrado, de maneira divertida, a formação do Coletivo POA Inquieta, com seu começo discreto em fins de novembro de 2017, em torno de quinze pessoas, e lentamente se materializando e se expandindo com mais outras pessoas reunidas em grupo de WhatsApp ao longo de 2018. O grupo logo atingiu o número permitido de participantes e, com esta expansão, potencializou-se em mais outros grupos satélites, temáticos, espontâneos, democráticos, chamados de spin-offs. O grupo raiz original e os novos que foram criados viraram o ano de maneira efervescente, com a missão à época, 2019, clara sobre o que o coletivo pretendia para transformar positivamente Porto Alegre, mas também perceberam a noção limitada e nublada sobre como isso poderia acontecer. Entretanto jovial e inovador, como se reconhecia, o coletivo não se intimidou e seguiu de maneira orgânica, inspirando a cidade com admiração, inovação e curiosidade.
O ano de 2019 foi mágico e intenso para todos os integrantes que se identificaram com o movimento, e o Coletivo POA Inquieta seguiu acontecendo nas mais variadas formas, principalmente com rodas de conversas inspiradas nas práticas da transformação social que a cidade de Medellín, na Colômbia, implantou na qualidade de vida e educação cidadã de sua população. O POA Inquieta realizou inúmeras atividades ao longo de 2019, muitas delas extremamente cativantes e amistosas, conseguindo reunir integrantes de entidades de classes e representantes das mais diversas governanças. E, com o mérito da convicção plena das boas intenções de todos pelo bem comum, o coletivo tornou possível, com ajudas mútuas e solidárias, criar mecanismos de superação e crescimento para muitas das barreiras impostas pela pandemia em 2020, 2021 e o que mais se seguiu.
Muitos inquietos já contaram parte destas jornadas e convido outros inquietos a trazerem as suas. É enriquecedor saber como cada um se relacionou com o coletivo, como deseja prosperar e as sugestões para que o movimento continue a solidificar amizades, inspirar e realizar iniciativas. Agradeço a Deus e a todos pela valorização destes percursos, de entregas generosas, realizadas por cada um, e saúdo a ocasião com o desejo de vida longa a todos nós. E bora descortinar novos sonhos!
Isabel Carvalho-Kristin é administradora, especialista em projetos sociais e culturais; artista visual; gestora de negócios em arte e design na Kristin Gallery e mentora de processos funcionais para empreendedores criativos.
Todos os textos de membros do POA Inquieta estão AQUI.