
Imagine uma severa crise global provocada pela queda da fertilidade, pela poluição e pela instabilidade econômica. O caos ameaça a manutenção do poder em uma superpotência do continente americano, localizada acima da linha do Equador – onde reside o pecado. Como consequência, um grupo de fanáticos extremistas promove um golpe de Estado. A nova República se sustenta sob um regime teocrático cristão fundamentalista que, sob o pretexto de restaurar a ordem, elimina a democracia, suspende a Constituição, extingue os direitos civis e reorganiza toda a sociedade por meio da interpretação literal das Escrituras (ditas) sagradas. Nesse novo governo, as mulheres tornam-se propriedade do Estado e passam a ser divididas em castas rigidamente definidas: Esposas, Marthas, Tias, Econoesposas e Aias. O regime é patriarcal, e todo o poder emana dos homens. Elas perdem o direito ao trabalho, à propriedade, à liberdade, ao estudo, à leitura e, naturalmente, à voz e ao voto. As Aias – as poucas mulheres férteis após a crise – perdem também os nomes, a identidade, a família e qualquer autonomia. Passam a existir exclusivamente como reprodutoras. No exercício da única função e razão de suas existências, são submetidas a cerimônias ritualísticas que institucionalizam o estupro, prática legitimada por uma interpretação religiosa do episódio bíblico de Raquel, Jacó e Bila.
Assustador para os tempos atuais? Então respire aliviado, porque nada disso é real. Ufa! Trata-se apenas do enredo de The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia), de Margaret Atwood, publicado em 1985 e, até hoje, considerado uma das mais importantes distopias da literatura contemporânea.
Agora imaginemos outra nação, também localizada no continente americano, mas abaixo da linha do Equador, onde, como canta Ney Matogrosso, “não existe pecado”. Nessa terra rica em diversidade vive um ex-presidente frequentemente apontado como machista, misógino, homofóbico, xenófobo, racista e autoritário. Julgado por liderar uma tentativa de golpe de Estado, foi preso e hoje gagueja, tosse e soluça sempre que é ameaçado de voltar para a Papuda – uma espécie de castelo encantado e reino das regalias para os mais perigosos criminosos.
Sim, esse país é democrático. Entretanto, nele também habita uma ex-primeira-dama que defende, em praças públicas, que “o Estado é laico, mas nós somos cristãos”. Para ela, “a religião deve fazer parte ativa das decisões de governança”, argumento que a leva a afirmar que os governantes conservadores do passado foram negligentes por não misturarem religião e política. Essa extraordinária e contraditória personagem figura como terceira esposa do ex-capitão reformado do Exército, que, mesmo condenado e preso, continua recebendo salário. O mais importante, porém, é que nossa protagonista se apresenta como a sofrida e desrespeitada madrasta de quatro grandalhões que sempre mamaram nas tetas do governo. Eles são frutos dos casamentos anteriores do marido. Com ele, a simpática senhora da fé teve apenas uma filha que, conforme declarou o próprio ex-capitão, nasceu de “uma fraquejada” e, talvez por isso, seja a única que, por enquanto, ainda não ingressou na política. Afinal, nesse país do fantástico, a política transformou-se em uma profissão hereditária, transmitida de pai para filhos.
Ah, mas não podemos esquecer que a conservadora e quase angelical mulher do lar também possui outra filha, de um casamento anterior. Dela, porém, quase ninguém fala. Mas, o que realmente interessa é que essa pobre, pacata e religiosa esposa exemplar defende a família tradicional e os bons costumes — bandeiras que tendem a levá-la ao Senado ou, quem sabe, à Presidência da República. Ouviram um amém?
Neste mesmo país, conhecido pelo futebol, pelo carnaval e por um povo que adora “pizza”, a corrupção parece completamente naturalizada. Quase em uníssono, muitos bradam que “bandido bom é bandido morto” – desde que não seja parente ou amigo. Demonstram ainda respeito e admiração por políticos que “roubam, mas fazem”, característica que me parece revelar uma população progressivamente alienada de sua própria capacidade crítica.
Nesse enredo aparentemente fantasioso, cabe ainda outro personagem quase inverossímil: o filho mais velho do ex-presidente, que desfila em prisão domiciliar, exibindo tornozeleira eletrônica. Esse cidadão de bem – apelidado por muitos de rei da “rachadinha” – apresenta-se atualmente como a principal aposta da extrema-direita para a Presidência da República nas próximas eleições e, naturalmente, promete anistiar todos os condenados pela tentativa de golpe, incluindo o próprio pai.
Essa trama, que parece irônica, caricata ou burlesca – justamente por isso ainda mais trágica e, consequentemente, mais perigosa para a democracia – ultrapassa os limites da realidade ao apresentar um segundo candidato extremista ao cargo pleiteado. Antigo aliado da caricata família do bem, ele afirma, em discursos públicos, que pessoas em situação de rua são como “carros estacionados em locais proibidos” e garante que, caso seja eleito, não exigirá curso técnico das mulheres beneficiárias do Bolsa Família, por entender que elas possuem outras atribuições dentro de casa. Também provocou polêmicas ao defender maior protagonismo econômico e político dos estados do Sul e Sudeste, insinuando uma divisão regional do país, além de evitar classificar a Ditadura Militar como um regime autoritário. E, assim como a ex-primeira-dama e tantos outros políticos de reputação duvidosa e frequentemente envolvidos em denúncias de corrupção, procura consolidar-se como ferrenho defensor da fé – desde que ela seja cristã.
Resumindo, esses são apenas alguns dos personagens mais grotescos de um enredo povoado por homens e mulheres que disputam os mais altos cargos públicos como estratégia para implantar pautas conservadoras e autoritárias que beiram o fascismo. Esses falsos defensores dos bons costumes propagam propostas como a defesa irrestrita da vida desde a concepção, evidenciando forte oposição às leis que autorizam o aborto, inclusive em casos de estupro; o combate à suposta “ideologia de gênero” e à educação sexual nas escolas; a resistência às pautas de igualdade civil e representatividade, especialmente aquelas voltadas à população LGBTQIA+; o endurecimento das penas, da progressão do regime prisional e a redução da maioridade penal; o enfrentamento de qualquer agenda identificada como de esquerda, socialista ou comunista, incluindo a tentativa de proibir debates ou referências ao marxismo na sociedade e nas universidades; a consolidação do Estado mínimo, fundamentado no liberalismo econômico, com a consequente desregulamentação das leis trabalhistas; e, por fim, a venda ou concessão de empresas estatais à iniciativa privada, acompanhada da redução de impostos para esse setor.
E não, não estamos falando de ficção nem de um romance distópico. Assistimos, na atualidade, a uma ameaça que se consolida diante de nossos olhos e que, em muitos aspectos, remete aos anos sessenta, período da história brasileira que jamais foi enfrentado com a honestidade necessária. Entretanto, quando comparo o cenário vivido hoje com aquele descrito por Margaret Atwood, tenho a impressão de que nos reduzimos a uma caricatura. E digo isso porque basta uma leitura rápida, ainda que despretensiosa, para identificar cópias mal acabadas das condutas e das ideologias de personagens como Serena Joy – esposa de um dos principais comandantes de Gilead e, por isso, ocupante de posição privilegiada entre as esposas; Fred Waterford – comandante e um dos líderes do golpe de Estado, nitidamente narcisista, inseguro de sua masculinidade, incompetente e emocionalmente instável; e Tia Lydia – mulher amorosamente frustrada, de libido reprimida, profundamente devotada ao regime e responsável pelo controle, pela subjugação e pela tortura das Aias. Só faltava-lhe alegar ter visto Jesus em uma goiabeira.
Além do absurdo da situação, confesso que o que mais me inquieta é observar uma multidão caminhando em silêncio em direção ao abismo. E não porque o silêncio seja, por si só, ameaçador, mas porque ele pode representar o instante em que o pensamento individual se rende ao pensamento coletivo. A história demonstra que os grandes regimes autoritários raramente nascem do caos absoluto. Ao contrário, emergem da promessa de ordem, segurança e moralidade. É justamente nesse ponto que reside a força do romance de Atwood. Seu verdadeiro horror não está apenas na violência explícita praticada pelo Estado de Gilead, mas na naturalidade com que pessoas comuns passam a aceitar o absurdo. O terror, afinal, nem sempre chega empunhando armas. Muitas vezes, apresenta-se acompanhado de orações, bandeiras, discursos patrióticos – como “Deus, Pátria e Família”, por exemplo – e da promessa de restaurar uma suposta ordem perdida.
Recorrendo à Psicologia das Multidões, de Gustave Le Bon, publicada em 1895, pus-me a refletir sobre o momento em que pensar se torna perigoso. Para o teórico, o indivíduo, ao integrar uma multidão, sofre profundas transformações psicológicas. Sua personalidade consciente enfraquece, enquanto impulsos emocionais e irracionais passam a orientar o comportamento coletivo (Le Bon, 1895/2008). No interior das massas, três processos tornam isso possível: o anonimato, o contágio emocional e a sugestibilidade. Em O Conto da Aia, esses elementos aparecem com impressionante clareza. As pessoas deixam de ser sujeitos para transformar-se em funções. As mulheres, independentemente da casta a que pertençam, perdem os próprios nomes e passam a pertencer a alguém, como a Senhora Offred; a Aia da família, que passa a responder como Offred – nomenclatura que funciona como algo próximo de “do Fred”. As Marthas, por sua vez, são reduzidas à condição de empregadas domésticas, e a denominação remete diretamente à personagem bíblica Marta, irmã de Lázaro. É nesse cenário que as individualidades desaparecem para que a identidade coletiva prevaleça.
Le Bon ressalta que as multidões não raciocinam: elas acreditam. E, quanto mais absoluta for uma crença, maior será seu poder de mobilização. Por isso, o governo repressor não exige apenas obediência; exige também fé cega. E é justamente nesse ponto que a religião deixa de ocupar o lugar da experiência espiritual para transformar-se em instrumento de administração política. Regimes totalitários raramente eliminam completamente as religiões. Em vez disso, apropriam-se delas. Transformam a divindade em política e a política em dogma. E dogmas não foram feitos para ser questionados; foram feitos para ser obedecidos.
Na mesma direção, Sigmund Freud, em Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), propõe que a obediência coletiva nasce, antes de tudo, da identificação afetiva com o líder. Sua obra revela-se fundamental não apenas para compreender como as multidões funcionam, mas, sobretudo, por que obedecem. Segundo Freud, o líder representa aquilo que cada indivíduo gostaria de ser. É por isso que obedecer deixa de parecer submissão e passa a ser vivido como virtude. E, assim como ocorre em O Conto da Aia, governos autoritários tendem a apresentar seus dirigentes como representantes de uma entidade superior. As decisões políticas deixam de parecer escolhas humanas para assumir a aparência de determinações divinas.
Tanto no romance quanto no cotidiano brasileiro, governantes e lideranças religiosas repetem, com frequência, que governam em nome de Deus. Esse deslocamento da realidade produz efeitos devastadores sobre as massas. Questionar o governo passa a significar questionar a vontade divina e, consequentemente, duvidar da própria fé. Quem insiste na crítica deixa de ser visto apenas como adversário político e transforma-se em pecador, indigno do amor de Deus e, portanto, merecedor de punição. Outro aspecto importante destacado por Freud diz respeito ao fortalecimento da identificação narcísica dentro dos grupos. Quanto maior a coesão interna, maior tende a ser a necessidade de produzir inimigos externos. Assim, em Gilead, como também no Brasil contemporâneo, apoiadores da extrema direita parecem encontrar inimigos por toda parte: feministas, pessoas LGBTQIA+, intelectuais, jornalistas, professores, opositores políticos e, naturalmente, religiosos e religiões que não compartilham da mesma interpretação da fé. Nesse processo de perseguição e opressão – que frequentemente coloca em risco a existência ou a sobrevivência do outro – a violência deixa de despertar culpa para converter-se em missão moral.
Talvez nenhum experimento psicológico seja tão perturbador quanto aqueles desenvolvidos por Solomon Asch, na década de 1950. Em um de seus estudos, diante de uma resposta manifestamente errada apresentada por um grupo, aproximadamente um terço dos participantes preferiu abandonar a própria percepção para concordar com a maioria. O resultado revelou algo profundamente humano: as pessoas nem sempre mentem; muitas vezes, passam sinceramente a acreditar na mentira. Por isso, a conformidade não nasce apenas da coerção ou da força. Ela nasce também da repetição. Discordar passa a impor um custo psicológico tão elevado que muitos preferem abrir mão do próprio julgamento para preservar o sentimento de pertencimento. No romance de Atwood, por exemplo, todos vestem as mesmas roupas, utilizam os mesmos cumprimentos e repetem as mesmas fórmulas religiosas. Algo semelhante pode ser observado em diferentes espaços religiosos brasileiros – igrejas, templos, centros ou terreiros. Em todos eles, a linguagem transforma-se em ritual. E rituais produzem conformidade.
Não é por acaso, portanto, que candidatos extremistas transformam púlpitos em palanques e discursos políticos em sermões revestidos de símbolos religiosos. O velho ditado popular afirma que uma mentira repetida inúmeras vezes acaba se tornando verdade. Talvez seja um exagero, mas ele descreve com precisão um importante mecanismo psicológico. Quanto menor a diversidade de pensamento, mais difícil se torna imaginar alternativas. Assim, quem acredita que o discurso da ex-primeira-dama representa apenas o desabafo de uma madrasta ressentida provavelmente perdeu, há muito tempo, a capacidade crítica. Transformou-se na ovelha que procura proteção junto ao lobo. Ou naquele antigo peru da Sadia que anuncia, feliz, o sacrifício de seus semelhantes, que ornamentarão a ceia de Natal dos opressores.
Aliás, a alienação – tão bem discutida por Hegel e posteriormente aprofundada por Marx – ajuda a compreender o curioso fenômeno brasileiro do chamado “pobre de direita”. Quando indivíduos se tornam estranhos à própria realidade política e social, passam a aceitar ordens, discursos e normas sem submetê-los ao exame crítico. Talvez essa seja uma explicação possível para fenômenos aparentemente contraditórios, como mulheres machistas, homossexuais homofóbicos, pessoas negras racistas, o “uber-empreendedor” e a utópica “elite de classe média” brasileira.
Asch demonstra ainda que basta a presença de um único dissidente para reduzir drasticamente os efeitos da conformidade. Talvez seja justamente por isso que, em regimes repressivos como o de Gilead, toda forma de dissidência precise ser eliminada. Pessoas desaparecem. Livros desaparecem. Jornais desaparecem. Revistas desaparecem. E, pouco a pouco, desaparecem também as palavras. Ou seja, quando não existe resistência, contraponto ou argumentação contrária, o silêncio instaura o horror. Quando ninguém mais se posiciona, quando as bocas assassinam o “não”, até o absurdo começa a parecer razoável.
O leitor mais atento perceberá que O Conto da Aia não constitui uma crítica ao cristianismo. Sua crítica dirige-se ao uso da religião como instrumento de dominação política. Na narrativa, os governantes distorcem trechos bíblicos, ignoram seus contextos históricos e literários e utilizam as Escrituras para justificar desigualdades, violência e supressão de direitos. A interpretação oficial torna-se incontestável, e qualquer divergência passa a ser tratada como heresia. Nesse movimento, a religião deixa de funcionar como espaço de transcendência ou reflexão ética para converter-se em mecanismo de controle social. Como observa Freud, quando o líder político passa a falar em nome de Deus, a obediência deixa de ser apenas política e assume contornos morais e espirituais.
Logo, para mim, a maior contribuição de Margaret Atwood consiste exatamente em lembrar que Gilead não surgiu do nada. Ou seja, governos opressores nascem lentamente. Primeiro, as pequenas restrições. Depois, a suspensão de alguns direitos. Em seguida, o controle da imprensa. No fim, a censura, inicialmente disfarçada e, a consolidada perseguição aos dissidentes. E, como quase sempre acontece, quando a maioria percebe o que está ocorrendo, já não possui instrumentos para reagir. Foi assim com o stalinismo, na União Soviética; com o fascismo, na Itália; e com o nazismo, na Alemanha e em boa parte da Europa. Nenhuma dessas ditaduras começou exigindo tudo. Todas começaram pedindo pequenas concessões. E, talvez seja exatamente essa a principal advertência de O Conto da Aia: as democracias dificilmente morrem de uma única vez. Elas são corroídas lentamente quando a sociedade passa a considerar aceitáveis pequenas renúncias em nome da segurança, da moralidade, da religião ou da ordem. E quando isso acontece, o autoritarismo deixa de parecer uma ruptura e passa a apresentar-se como solução.
Nesse contexto, Le Bon explica o nascimento psicológico das multidões; Freud revela o vínculo afetivo que sustenta sua coesão; e Asch demonstra como indivíduos comuns acabam conformando-se ao consenso aparente. Juntos, os três oferecem uma compreensão ampla dos mecanismos de construção da obediência coletiva – tão presentes no romance de Atwood quanto na história política da humanidade. Assim, O Conto da Aia permanece extraordinariamente atual, não porque descreva o futuro, mas porque evidencia mecanismos psicológicos, políticos e sociais que, repetidas vezes, reaparecem na história. Gilead não é apenas uma distopia literária. É, sobretudo, um alerta sobre a facilidade com que sociedades inteiras naturalizam a perda da liberdade quando são convencidas de que obedecer é uma virtude e questionar representa uma ameaça.
Lembremos, então, que o autoritarismo não nasce apenas da força dos líderes. Nasce também da disposição das multidões em abdicar da autonomia do pensamento. Até porque, quando uma sociedade deixa de fazer perguntas, alguém sempre aparece oferecendo respostas absolutas.
Notas:
– ASCH, Solomon E. Effects of group pressure upon the modification and distortion of judgments. In: GUETZKOW, Harold (org.). Groups, leadership and men. Pittsburgh: Carnegie Press, 1951. p. 177-190.
– ATWOOD, Margaret. O conto da aia. Tradução de Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.
– FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e análise do eu (1921). In: FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e análise do eu e outros textos (1920-1923). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. (Obras Completas, v. 15).
– LE BON, Gustave. Psicologia das multidões. Tradução de Mariana Sérvulo da Cunha. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
-HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Meneses. 9. ed. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014.
Epitacio Nunes de Souza Neto é psicólogo, psicoterapeuta e professor universitário. Possui doutorado em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Doutorado em Psicologia pela Universidad del Salvador (USAL) de Buenos Aires, Argentina. Possui também mestrado em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
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