
As intempéries de junho estão no ar e não são nada amenas! Justo o mês conhecido internacionalmente como o da Celebração do Orgulho LGBTQIA+ e da Diversidade. Escolha, que é uma homenagem à Revolta de Stonewall, que aconteceu no dia 28 de junho de 1969 em Nova Iorque, marcando o início do movimento pelos direitos civis da comunidade, que foi às ruas protestar contra uma abordagem violenta da polícia. Em 1970, a comunidade LGBT+ promoveu a primeira marcha do orgulho gay em algumas cidades dos Estados Unidos, e junho passou a ser conhecido como o Mês do Orgulho LGBT+. Na época, a relação entre pessoas do mesmo sexo era proibida. No Brasil, o período é marcado por campanhas de conscientização e grandes mobilizações, como a tradicional Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, uma das maiores do mundo. Até hoje a celebração acontece em junho aqui e em outros países, reafirmando a busca necessária pelo direito de existir e viver com liberdade e respeito.
Mas, enquanto uns celebram direitos conquistados e merecidos, outros perdem e são desprezados!
– No Brasil, o Senado Federal anulou uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que orientava os atendimentos e o acesso ao aborto legal de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual/estupro. A anulação absurda teve a mão da advogada, pastora evangélica e senadora Damares Alves, a mesma da goiabeira. E, claro, foi incluída na ordem do dia às pressas pelo “comparsa”, senador e presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Fiquei impressionada com o descaso dessas duas criaturas, que exercem o poder sem a mínima sensibilidade, contaminando a infância e a adolescência. “Criança não é mãe”. “Estupro é crime”. O que me dá esperança é que, apesar de aprovada pelos senadores sem alma, a proposta tem forte rejeição popular na enquete de participação pública, que o próprio Senado Federal divulgou. Até a conclusão da votação, o projeto registrava 34 manifestações favoráveis, contra 1.599 contrárias. Há luz no fim do túnel!
– Já na Argentina, a luz apagou definitivamente. Javier Milei considerou um desperdício atender pessoas com deficiência e resolveu cortar os programas destinados a elas. Perdemos nós, mas certamente ele perde muito mais.
Alguém consegue dimensionar o impacto negativo e assustador dessas decisões na vida das pessoas com deficiência e de crianças estupradas, muitas vezes dentro de casa e por familiares? Que poder nefasto é esse, feito de ódio, perseguição, discriminação e por aí afora? É assustador! O que querem os mileis, as damares e os alcolumbres da política nefasta e usurpadora com tal aprovação? Querem acabar com o respeito à infância, à adolescência e às diferenças por quais motivos? Esses monstros, contaminados pelo preconceito, precisam ser detidos com urgência. Quem vai detê-los?
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