
O enterro do Conde Orgaz, obra fundamental de pintura a óleo de El Greco (Domenikos Theotokopoulos, 1541-1614), feita para a igreja de São Tomé, Toledo, na Espanha. A pintura ainda se encontra neste mesmo local e é uma das suas obras mais bem conservadas e admiradas[1].
A obra situa-se no ponto médio do desenvolvimento artístico do pintor e foi encomendada pelo pároco de Santo Tomé, Andrés Núñez. O tema baseia-se numa lenda do século XIV, segundo a qual Santo Estêvão e Santo Agostinho desceram do céu para trasladar o corpo de Gonzalo Ruiz de Toledo, senhor da vila de Orgaz (província de Toledo), para o túmulo que este havia construído numa capela da referida paróquia. A pintura apresenta o alongamento característico das figuras de El Greco, bem como o medo do vazio, aspetos que se tornariam cada vez mais pronunciados à medida que o artista envelhecia.
Pois, Mário Quintana, numa festa elegante, foi abordado por uma dama tão elegante quanto a festa, a qual, dama, logo foi lhe revelando que recém voltara de uma temporada de 40 dias na Europa e, certamente, desejando mostrar intimidades com as artes em geral, confidenciou a Mário que, de todas as obras que tinha visto, a que mais lhe impressionara fora “O enterro do Conde de Orgasmo”. (sic)
Mário, sem perder a paciência nem seu natural “savoir-faire”, sacudindo a cinza do cigarro, observou:
“Engraçado, eu não sabia que ele era Conde.”
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Franklin Cunha é médico e membro da Academia Rio-Grandense de Letras.